Em mercados

EUA e China pressionam, Ibovespa segue mercados internacionais e cai

Nova rodada de alívio monetário nos EUA parece mais longe; China divulgará PIB e outros indicadores nesta noite

SÃO PAULO - Em um dia no qual todos os mercados internacionais se desvalorizam, com o Ibovespa não é diferente e o índice recua 0,77%, aos 53.154 pontos, conforme cotação das 12h49 (horário de Brasília). No entanto, o índice já chegou a cair 2,02% nesta quinta-feira (12). Nos EUA os principais índices variam entre perdas de 0,5% a até 1,4%, enquanto na Europa os piores desempenhos ficam por conta dos índices Ibex 35 e FTSE MIB, da Espanha e da Itália, respectivamente, em quedas de 2,46% e de 1,99%.

O pessimismo dos investidores vem desde a véspera, quando o Federal Reserve divulgou a ata de sua última reunião e mostrou que poucos membros defenderam uma política monetária mais agressiva, com injeção de recursos na economia. Por outro lado, os pedidos de auxílio-desemprego por lá caíram para a mínima em quatro anos na semana, divulgou o Departamento do Trabalho norte-americano.

Mas o otimismo com o número durou pouco, já que um membro do órgão responsável pelos números disse à imprensa dos EUA que parte desse efeito pode ser sazonal, já que algumas fabricantes de automóveis quebraram a tradição de encerrar as operações durante o feriado de 4 de julho para atender à demanda.

Os investidores também mostram certa cautela antes dos dados da China. Nesta noite sreão divulgados, entre outros números, o PIB (Produto Interno Bruto), a produção industrial e as vendas no varejo. Segundo projeções do Société Générale, a economia chinesa deve mostrar desaceleração sobre o primeiro trimestre e passar de um crescimento de 8,1% para 7,6%, em base anual. 

Esses dados ofuscam alguns indicadores internos. Por aqui o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual na véspera, para 8,00% ao ano. Nesta manhã o Banco Central ainda publicou o IBC-Br, considerado como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), recuou apenas ligeiramente em maio, enquanto projeções eram de um declínio maior.

Altas e baixas
Na ponta negativa do Ibovespa as ações da TIM Participações (TIMP3) despencam 7,2% ante temores de que o governo poderá suspender a venda de planos da companhia em até sete estados. Enquanto isso os papéis da B2W (BTOW3) avançam forte, em 4,97%, e lideram as altas do índice.

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TIMP3 TIM PART S/A ON 9,83 -7,18 +8,47 63,32M
 RSID3 ROSSI RESID ON 4,08 -4,90 -47,05 18,85M
 MMXM3 MMX MINER ON 5,65 -3,91 -15,29 15,47M
 PDGR3 PDG REALT ON 3,16 -3,66 -44,86 41,37M
 MRVE3 MRV ON 9,63 -3,41 -6,41 20,79M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BTOW3 B2W VAREJO ON 6,12 +4,97 -32,00 3,08M
 OIBR3 OI ON 10,88 +2,64 +2,80 911,63K
 CPLE6 COPEL PNB 42,62 +2,23 +11,32 3,86M
 ELET3 ELETROBRAS ON 13,82 +1,77 -15,64 4,51M
 HGTX3 CIA HERING ON 37,20 +1,64 +16,52 16,68M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

 

 

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