Em mercados

Ibovespa mostra forte volatilidade no aguardo de Copom e ata do Fed

Investidores aguardam pistas sobre a política monetária dos EUA e novo corte de 0,50 p.p. da Selic, no mercado doméstico

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(Divulgação/BM&FBovespa)

SÃO PAULO - O Ibovespa tem um início volátil no pregão desta quarta-feira (11) antes da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a Selic e da divulgação da ata do Federal Reserve. Na primeira hora de operação, o benchmark da bolsa brasileira chegou a cair 0,57% na mínima e subir 0,56% na máxima. Por volta de 11h05 (horário de Brasília), o índice mostrava alta de 0,49% aos 53.967 pontos.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para B2W (BTOW3, R$ 6,20, +4,20%),  GOL (GOLL4, R$ 8,42, +3,44%),  Gafisa (GFSA3, R$ 2,53, +2,43%),  MMX (MMXM3, R$ 6,02, +2,38%) e Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,58, +2,29%).

Na véspera, o Ibovespa registrou o pior desempenho em mais de um mês, ao fechar em queda de 3,05%, atingindo 53.705 pontos. Desta forma, o índice acumula perdas de 5,37% no ano.

Mais uma redução
No ambiente doméstico, após o fechamento do mercado, o Copom do Banco Central anuncia o novo patamar da taxa básica de juros Selic, atualmente em 8,5% ao ano. A maior parte dos analistas espera por mais um corte de 0,50 ponto percentual

Lá fora, o mercado aguarda a minuta da reunião de junho do Federal Reserve, com esperanças de que o documento traga sinais de medidas de estímulo adicionais. A divulgação está prevista para 15h00 (horário de Brasília).

Agenda econômica
Entre os indicadores dos EUA, o mercado repercute o saldo de maio da balança comercial, enquanto aguarda dados mensais das vendas e estoques no atacado, bem como o relatório semanal sobre o nível de reservas norte-americanas de petróleo.

Por aqui, os investidores recebem o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de São Paulo, medido pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), além da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostrou entre abril e maio a maior queda desde novembro de 2008. A agenda econômica brasileira ainda reserva o fluxo cambial semanal, elaborado pelo Banco Central.

Crise da dívida
No âmbito da crise da Zona do Euro, o mercado olha para a situação da Espanha, onde o primeiro-ministro, Mariano Rajoy, anunciou um novo pacote econômico com medidas de austeridade para enfrentar a recessão. Ao todo, o governo espanhol espera economizar € 65 bilhões em dois anos e meio, o equivalente a 6,5% do PIB (Produto Interno Bruto). 

Balanços internacionais
No ambiente externo, as notícias corporativas também começam a ganhar peso em função da nova temporada de resultados financeiros. A safra de balanços chega acompanhada de receios de que a desaceleração do crescimento global está puxando o lucro das empresas para baixo.

Estimativas de analistas compiladas pela Bloomberg apontam que as companhias que compõem o índice pan-europeu Stoxx 600 lucrarão € 23,95 por ação no ano fiscal de 2012. No início do ano, as previsões indicavam ganhos de mais de € 25 por ação.

Já o lucro das empresas do norte-americano S&P 500 deve recuar 1,8% no segundo trimestre, de acordo com especialistas ouvidos pela agência de notícias. Este seria o primeiro declínio desde 2009, ainda que a projeção seja de alta de 2,5% para a receita das companhias.

 

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