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Em mercados

Radar: Petrobras cai forte após divulgar planos e Gafisa lidera ganhos no Ibovespa

Santander reforça que não está à venda; PDG Realty convoca assembleia para injeção de capital e AUX desiste de abrir capital

Radar
(thinkstockphotos)

SÃO PAULO - Após alternar entre perdas e ganhos, o Ibovespa opera quase estável no pregão desta quinta-feira (14), registrando leve queda de 0,07%, com o mercado ainda atento ao desenrolar da crise europeia.

Ganha destaque nesta quinta-feira os rumores de que pesquisas na Grécia revelariam que os partidos favoráveis ao programa de resgate europeu estariam liderando as eleições. Contudo, como a lei do país não permite que essas pesquisas sejam divulgadas a partir de duas semanas antes da votação, esses dados são confidenciais e foram reportados pela Reuters.

Na agenda econômica, o saldo da conta corrente da economia dos Estados Unidos apontou superávit no primeiro trimestre de 2012, superando as expectativas do mercado. Já o mercado de trabalho dos Estados Unidos mostrou que os pedidos de auxílio-desemprego vieram piores do que as expectativas dos analistas, enquanto o índice de preços ao consumidor norte-americano apresentou deflação de 0,3% em maio, frente a estabilidade registrada na medição anterior.

Enquanto isso, na Espanha, a crise pressiona e o juro de título da Espanha esbarra em 7% nesta quinta-feira. Por aqui, o governo decidiu alterar a medida que elevou para cinco anos a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incide em empréstimos no exterior. Com isso, o prazo volta a ser dois anos.

Petrobras cai forte após divulgar planos
No setor corporativo, na sequência do anúncio de seu plano de negócios para 2012 a 2016, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 19,18, -2,29%; PETR4, R$ 18,49, -2,17%) caem forte no pregão desta quinta-feira.O movimento ocorre logo após a petrolífera elevar o plano de investimentos para US$ 236,5 bilhões. No plano anterior, sobre o período de 2011 a 2015, a projeção da empresa era de US$ 224,7 bilhões.

Gafisa lidera ganhos no Ibovespa
No setido oposto, o mercado acompanha a continuidade do desempenho positivo das ações da Gafisa (GFSA3), que lideram os ganhos nesta quinta-feira no Ibovespa, ao registrar valorização de 6,69%, sendo negociada a R$ 3,03.

A forte valorização dos ativos da companhia sucedem ao anúncio feito no dia 6 de junho de que a companhia ofertará até 70,3 milhões de ações para comprar a Alphaville Urbanismo S.A. (AUSA). Na manhã do dia seguinte, a Gafisa enviou uma nova nota informando que o valor das ações que ela emitirá será de R$ 5,11, o que levou as ações GFSA3 a subirem 16,43% (R$ 2,49) no pregão de sexta-feira. 

PDG convoca assembleia para injeção de capital
Já a PDG Realty (PDGR3, R$ 3,51, +0,29%) convocou seus acionistas a uma assembléia geral extraordinária para 3 de julho, às 10h na sede da empresa, para deliberar sobre a proposta de operação societária elaborada pela Vinci Partners. 

A Vinci pretende fazer um aporte de R$ 799,98 milhões na companhia em troca de 199 milhões de bônus de subscrição, sendo que a Vinci assume a responsabilidade para subscrever até 81,4% dos papéis.

Santander reforça que não está à venda
No setor financeio, em reunião com entidades sindicais realizada na última quarta-feira, o presidente do Santander Brasil (SANB11 R$ 16,38, -0,30%) , Marcial Portela, afirmou que o banco não está à venda, contrariando rumores de que o Bradesco (BBDC4, R$ 30,75, -0,16%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 19,21, -0,72%) estariam interessados em adquirir os ativos nacionais da instituição espanhola.

Além disso, Portela destacou que a matriz não precisará utilizar o resgate financeiro disponibilizado pela União Europeia, para os bancos do país. As agências de classificação de risco Moody's e Fitch já haviam rebaixado os ratings do banco - citando a crise no ambiente econômico do país da matriz.

MMX se recusa a votar incorporação da PortX
Já a MMX Mineração (MMXM3, R$ 6,62, +0,76%) se absteve - pela segunda vez - de votar na AGE (Assembleia Geral Extraordinária) da PortX (PRTX3) da última quarta-feira. Assim como na assembleia do dia 29 de maio, o assunto a ser deliberado era a proposta de incorporação da PortX pela MMX. 

A MMX já tinha anunciado que iria se abster da votação, alegando que a decisão “visa a garantir que o melhor interesse dos acionistas da MMX e da PortX seja preservado”. Por representar 99% do capital social da empresa, os assuntos que deveriam ser tratados na assembleia também não foram votados por falta do quórum mínimo necessário, o que também já havia ocorrido na última assembleia. 

Eucatex não distribuirá proventos aos acionistas
A Eucatex (EUCA3;R$ 7,11,0,00%EUCA4, R$ 7,56, -1,43%), por sua vez,  penhorou R$ 14,43 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio que deveriam ser distribuídos aos seus acionistas até o dia 14 de junho. A decisão veio do Juízo da 8ª Vara Federal das Execuções Fiscais de São Paulo. 

Por conta da decisão, a companhia oferecerá um seguro garantia no valor bloqueado, acrescido de 30%. "Até o momento, não obtivemos decisão judicial favorável sobre o tema. Portanto, fica temporariamente suspensa a liberação do pagamento aos acionistas", afirmou a Eucatex em comunicado.

TIM e Oi ingressam na tecnologia 4G
No setor de telefonia, a TIM (TIMP3, R$ 10,75, +1,42%) adquiriu sete lotes do leilão da Anatel para operar com tecnologia 4G nos próximos anos - além de ingressar no mercado rural de dado e voz. A companhia pagou R$382,2 milhões, um ágio médio de 7,28% sobre o valor mínimo. "Buscamos adequar a aquisição de subfaixas de radiofrequência à realidade industrial, nos preparando para o crescimento do mercado de dados móvel que será impulsionado pela tecnologia 4G", anunciou em comunicado.

Já a Oi (OIBR3;R$ 9,65, -0,82%; OIBR4, R$ 7,85, -0,51%) adquiriu um lote da tecnologia 4G e do mercado rural, no valor de R$ 330,9 milhões, com ágio de 5% sobre o preço mínimo. "Esse resultado demonstra o comprometimento da companhia em oferecer um extenso portfólio de serviços para seus clientes e acionistas", disse em comunicado.

AUX não abrirá capital
Por fim, a AUX, do empresário Eike Batista não abrirá mais seu capital. Segundo Eike, a decisão foi tomado porque o momento atual do mercado não é favorável para isso. O Grupo EBX vai vender agora uma fatia da companhia.

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