Em mercados

Movimentado noticiário externo impulsiona forte alta do Ibovespa

Investidores repercutem medida de BCs para estimular liquidez nos mercados e corte no depósito compulsório de bancos na China

SÃO PAULO - Em forte alta desde a abertura, o Ibovespa avança cerca de 4,0% no início da tarde desta quarta-feira (30), na casa dos 57.440 pontos, com volume financeiro de R$ 2,659 bilhões às 12h53.

Pela terceira sessão consecutiva na semana a bolsa brasileira é impulsionada pelo noticiário favorável no exterior, onde se vê maior sintonia entre as autoridades políticas internacionais no sentido de oferecer um bolsão de liquidez maior contra a crise na Zona do Euro e o risco de recessão global.

Nesta manhã, o BCE (Banco Central Europeu), o Federal Reserve, o BoE (Bank of England) e os Bancos Centrais de Canadá, Japão e Suíça entraram em acordo para realizar ações coordenadas para fortalecer o sistemas financeiro global, com foco principalmente na liquidez.

Além disso, ainda repercute a decisão dos ministros de Finanças da Europa, que aprovaram na última noite duas opções para aumentar o tamanho do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), de acordo com comunicado oficial divulgado após o término do encontro das autoridades ocorrido na capital belga, Bruxelas. Para completar, a China anunciou seu primeiro corte no depósito compulsório de bancos, apesar da apreensão dos investidores após os cortes de ratings de grandes bancos internacionais.

Já por aqui investidores debruçam-se mais uma vez sobre a expectativa para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que ocorre no final da tarde. Prevalece a expectativas do mercado acerca de um novo corte na taxa básica de juros de 50 pontos-base, para 11,0% ao ano - o terceiro consecutivo. Segundo o Bradesco, o Citigroup e a Gradual Investimentos, esse movimento de ajuste é quase certo, avaliam, devido à manutenção do cenário de crise internacional, além do consenso que a economia brasileira apresentou desaceleração no terceiro trimestre.

Altas e baixas? Não, só altas
O principal destaque positivo fica com as ações da JBS (JBSS3), que registram valorização de 8,98% e são cotadas a R$ 6,19. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -13,67%. 
Nenhuma ação que compõe o Índice Bovespa opera em queda até o momento.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 6,19 +8,98 -13,67 16,55M
 BRKM5 BRASKEM PNA 14,39 +7,63 -26,69 7,74M
 TNLP3 TELEMAR ON 20,07 +7,15 -36,75 1,61M
 ITSA4 ITAUSA PN 10,47 +6,08 -17,88 55,46M
 GOLL4 GOL PN N2 13,35 +5,87 -46,34 7,78M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

Bolsas internacionais
Em ritmo semelhante ao da bolsa brasileira, os principais índices de ações de Wall Street avançam cerca de 4,0%, com destaque para o setor bancário, que a despeito do corte geral de rating, vê suas ações em forte alta com foco sobre as medidas políticas de ampliação de liquidez.

O destaque fica por conta de Bank of America (+3,85%), Citigroup (+4,60%), JPMorgan Chase (+4,94%), Goldman Sachs (+3,93%) e Wells Fargo (+3,65%).

Enquanto isso, na Europa os principais índices acionários caminham para fechamento com alta ao redor dos 4,0%, com destaque para o índice DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, que alcança +4,66%.

Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam em queda nesta quarta-feira na BM&F, dia em que o Copom (Comitê de Política Monetária) define a taxa básica de juro do País, que atualmente está em 11,5% ao ano. As apostas em um corte de 0,50 ponto percentual na Selic ganha força no mercado futuro.

Por fim, dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7990 na compra e R$ 1,8010 na venda, forte baixa de 2,64% em relação ao fechamento anterior.

 

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