Em mercados

Mercados acionários oscilam antes de relatório de emprego nos EUA

Crise europeia também deve continuar em foco, após a Moody's cortar rating de bancos do Reino Unido e de Portugal

SÃO PAULO – Inflação, mercado de trabalho norte-americano e crise europeia. Os três elementos deverão continuar no radar dos investidores nesta sexta-feira (7), indica o head de análise da Ágora Corretora, Marco Melo. Enquanto isso, os mercados acionários europeus alternam entre ligeira queda e alta nessa sessão, após as recentes valorizações verificadas durante as útlimas sessões, ao passo que os principais contratos futuros sobre índices de ações nos EUA registram quedas.

“Para esta sexta, destacamos a necessidade de monitoramento da divulgação do IPCA de setembro e de novos dados de emprego nos EUA, além da já tradicional ciranda europeia”, escreve em relatório. Por aqui, a inflação marcou alta de 0,53% em setembro, um avanço de 0,16 ponto percentual sobre o mês anterior e alta de 7,31% no acumulado em doze meses - até o momento, acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de até 6,5% para 2011. 

Além disso, o cenário europeu continua em foco, pressionado pelo anúncio por parte da agência de classificação de risco Moody’s, a qual cortou o rating de nove bancos portugueses e de doze britânicos, entre eles o Lloyds Banking Group e o Royal Bank of Scotland. A justificativa é a perda de apoio governamental, enquanto para os de Portugal o argumento é a deterioração no cenário econômico.

Por outro lado, o BCE (Banco Central Europeu) atua no mercado secundário ao adquirir títulos da dívida de Espanha e Itália, em uma tentativa de amenizar a alta nos rendimentos dos papéis, conforme noticiado pela Bloomberg.

Alemanha e França divergem
A crise europeia também é pressionada por conta de uma divisão entre Nicolas Sarkozy, presidente da França, e Angela Merkel, chanceler da Alemanha, sobre a utilização do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), uma vez que aquela pretende utilizar o fundo para recapitalizar os bancos, enquanto este defende tal utilização como último recurso, informam agências internacionais.

Tal rumor de desacordo é noticiado às vésperas de uma cúpula entre Merkel e Sarkozy no domingo, na qual devem discutir como se preparar a um possível default grego, lutar contra o contágio nos mercados financeiros e como recapitalizar os bancos, complementam as notícias, as quais citam diplomatas não identificados.

“No cenário atual, mesmo não discutidos, países como Irlanda e Portugal podem retornar ao foco caso a França não tenha sucesso na recuperação do seu sistema financeiro. Por fim, o que nos resta é saber que a recuperação européia esta tão somente em seus estágios iniciais”, alerta Jason Vieira, analista da Cruzeiro do Sul Corretora.

 

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