Em mercados

Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

Resultados da Cesp e da Light podem influenciar as negociações, assim como a repercussão da crise nos EUA e na Europa

SÃO PAULO – A pressão sobre os mercados continua nesta segunda-feira (8), após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar na última sexta-feira a nota de crédito dos Estados Unidos, de AAA para AA+, com perspectiva negativa.

O G20, grupos que representam os países mais ricos e os principais emergentes do mundo, decidiu manter títulos norte-americanos para acalmar os investidores. No velho continente, o Banco Central Europeu afirmou que vai iniciar um plano de recompra dos bônus de Itália e Espanha, para evitar o contágio da crise da dívida.

Apesar dos esforços, a queda dos índices asiáticos já indica que pregões pelo mundo podem fechar com perdas. A S&P indicou que, caso o plano fiscal dos EUA não agrade, um novo corte pode vir no período de seis meses a dois anos. Parte do mercado já acredita que um novo programa de injeção de liquidez por parte do Fed, o banco central norte-americano, será posto em prática, o que deve desvalorizar o dólar ainda mais.

Resultados trimestrais
No Brasil, duas empresas energéticas que anunciaram seus balanços para o segundo trimestre podem influenciar o pregão desta segunda. A Cesp (CESP6) informou que seu lucro líquido caiu 7,6% no período, na comparação anual, para R$ 72,56 milhões. Já a Light (LIGT3) encerrou junho com lucro de R$ 45 milhões, 67,1% a menos do que 12 meses antes.

Enquanto a empresa fluminense apresentou um resultado em linha com a expectativa da corretora Ágora, a paulista decepcionou, pois a projeção era de um crescimento de 28,4%.

Após o fechamento do pregão, seis companhias vão apresentar seus números para o trimestre. São elas o Banco ABC Brasil (ABCB4), a Mills (MILS3), o Banco Indusval (IDVL4), a Eucatex (EUCA4), a Technos (TECN3) e a EZ Tec (EZTC3).

Eike Batista
Na sexta-feira (5), o bilionário Eike Batista, controlador da EBX, afirmou em seu Twitter que, enquanto o mercado está caindo, o grupo continua “blindado”. “Temos US$ 10 bilhões em caixa! Estamos começando a gerar bilhões!”, disse.

Papéis de todas as empresas “X” encerraram a semana passada em queda na BM&FBovespa. Os papéis da mineradora MMX (MMXM3) caíram 18,72%, os da companhia de logística LLX (LLXL3) desceram 16,17%, os da petrolífera OGX (OGXP3) declinaram 14,86%, os da construtora de estaleiros OSX (OSXB3) fecharam em queda de 13,68%, enquanto as ações da produtora de energia MPX (MPXE3) terminaram com perdas de 10,97%. No período, o Ibovespa baixou 9,99%.

 

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