Em mercados

Resumo diário

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Acompanhando o mau humor dos mercados internacionais por conta da continuidade da indefinição sobre o novo teto da dívida dos EUA, além do corte do rating da Grécia pela Moody’s, o Ibovespa quebrou uma sequência de quatro altas e fechou o pregão desta segunda-feira (25) em queda de 0,50%, aos 59.970 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,425 bilhões. 

A continuidade do impasse entre democratas e republicanos sobre um novo limite para a dívida soberana dos EUA trouxe temor ao mercado, à medida que o prazo para a aprovação – 2 de agosto – se aproxima, tornando cada vez mais real a antes impensada possibilidade de um default da maior economia do mundo. 

Outro fator que pressionou os mercados foi o corte do rating soberano da Grécia, pela agência de classificação de risco Moody’s, de Caa1 para Ca, renovando as preocupações acerca da dívida fiscal na Zona do Euro e da deterioração da situação econômica local, com possível contágio global. 

Destaques do pregão
Na ponta negativa, destaque para as ações do setor imobiliário com Gafisa, que segurou a lanterna do índice, e Rossi, que registrou a quinta maior desvalorização do benchmark nesta sessão.

Já na ponta positiva, destaque para as ações da Petrobras, que subiram mais de 2%, figurando entre as maiores altas do índice, refletindo o plano de investimentos para o período entre 2011 e 2015, finalmente anunciado pela companhia na noite de sexta-feira.

Agenda
Em dia de agenda fraca, o destaque ficou por conta das novas projeções do relatório Focus, divulgadas nesta sessão pelo Banco Central, que apontaram para nova deterioração no longo prazo. A mediana das projeções para o IPCA apontou elevação para o próximo ano, de 5,20% para 5,28%, enquanto para a taxa Selic o aumento nas expectativas foi de 0,12 ponto percentual, de 12,63% para 12,75%.

Ainda por aqui, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,134 bilhões até a quarta semana de julho.

Dólar
O dólar comercial fechou cotado na venda a R$ 1,543 - mínima desde janeiro de 1999 -, queda de 0,64% em relação ao fechamento anterior. Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&F Bovespa, fechou cotado a R$ 1,5449 na venda, queda de 0,63% frente ao último fechamento.

Por aqui, o Banco Central realizou três leilões de compra de dólares no mercado cambial à vista, algo inédito desde que ele voltou a adotar essas operações, em meados de 2009. A primeira operação ocorreu entre às 12h09 (horário de Brasília) e às 12h14 e teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,543, enquanto a segunda contou com taxa de R$ 1,542, tendo ocorrido das 15h30 às 15h35. Já a terceira operação se deu entre às 15h55 e às 16h, com taxa de R$ 1,5424.

Renda Fixa
No mercado de juros futuros da BM&F Bovespa, os principais contratos fecharam sem tendência e próximos da estabilidade. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2013, registrou uma taxa de 12,69%, 0,02 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.

No mercado de títulos da dívida externa, o título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou em queda de 0,14% em relação ao fechamento anterior, a 136,31% do valor de face.

Já o indicador de risco-País fechou em alta de 6 pontos-base, aos 154 pontos.

 

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