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SÃO PAULO – Os principais executivos do Goldman Sachs e do Citigroup conversaram por telefone a respeito de uma possível integração das duas instituições no meio da tempestade da crise financeira há um mês, revela o jornal Financial Times.
Lloyd Blankfein, executivo-chefe do Goldman, ligou para Vikram Pandit, do Citigroup, de forma secreta, dias depois da transformação do primeiro em um banco comercial, diz o jornal britânico ao citar pessoas que não se identificaram. A negociação teria sido curta, pois Pandit rejeitou a proposta.
O ritmo de fusões e aquisições no setor financeiro norte-americano intensificou depois da forte queda das ações de diversas instituições causada por grande exposição aos ativos lastreados em hipotecas de qualidade subprime. A companhia a ser criada pela fusão teria valor de mercado de US$ 108 bilhões, considerando valores da época.
Injeção de capital
Segundo o jornal, os fatores que atuavam em favor da fusão perderam força depois de o Tesouro norte-americano anunciar uma injeção de capital de até US$ 125 bilhões nos principais bancos norte-americanos, o que reduziu a pressão sobre as instituições envolvidas nos negócios.
Para especialistas, entretanto, a união das duas companhias seria importante para o fortalecimento do setor bancário do país, pois criaria um ponto antagônico ao JPMorgan e ao Bank of America, que avançaram bastante em participação de mercado com a crise. A junção traria ganhos em sinergia, principalmente na área de bancos de investimentos.
O Citi revelou este mês que esteve em conversas com três instituições. A primeira foi o Washington Mutual, adquirido pelo JPMorgan. O segundo foi o Wachovia, comprado pelo Wells Fargo. O terceira ainda não foi revelado. Sobre as conversas, nenhum dos envolvidos aceitou comentar, diz o FT.