No dia de sell-off, estrangeiros tiram a maior quantia da bolsa em 2 meses

Saída de estrangeiros foi bastante forte: iniciaram o mês com R$ 10,78 bilhões e terminaram com "apenas" R$ 6,70 bilhões, uma queda de R$ 4,08 bilhões

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SÃO PAULO – A terça-feira (6) foi marcada por uma queda de 2,09% do Ibovespa, que fechou aquela sessão aos 47.421 pontos – quando o índice passou pelo seu primeiro “sell-off” em um mês. Com isso, os investidores estrangeiros tiraram praticamente R$ 1 bilhão da bolsa naquela sessão: foram retirados R$ 868,9 milhões em apenas uma única sessão.

O índice não via tamanha saída dos investidores em dois meses. No dia 6 de junho os estrangeiros também retiraram uma quantia forte, com a retirada de R$ 1,44 bilhão em uma única sessão. Curiosamente, o índice teve alta de 0,16% naquela sessão, fechando aos 52.884 pontos.

Em junho, a saída de estrangeiros foi bastante forte: iniciaram o mês com R$ 10,78 bilhões e terminaram com “apenas” R$ 6,70 bilhões, uma queda de R$ 4,08 bilhões. O recurso de estrangeiros chegou a atingir R$ 5,19 bilhões no meio do mês. 

Entenda o movimento de terça
Um “sell-off” é quando investidores optam por vender rapidamento os ativos que possuem em determinado momento, geralmente após alguma notícia negativa – ou expectativa de uma – , usualmente criando um “efeito bola de neve”, conforme as ordens de venda continuem a derrubar a pontuação do índice e ative o stop loss (ordens automáticas de liquidação) de outros investidores, impulsionando cada vez mais a queda. Isso garante a rapidez desses movimentos: na terça sessão, o índice precisou de 15 minutos para perder quase 300 pontos e chegar a ter queda de 2,45%. 

O índice ia mostrando recuperação nas últimas semanas, mas parecia ter retomado o caminho das quedas, ao fechar abaixo dos 48.800 pontos. Na sessão de terça, o Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos no começo das negociações, em meio às diversas referências positivas vindas da Europa e dos EUA, mas o discurso do presidente do Fed de Atlanta ofuscou os indicadores – ao falar que QE3 pode começar a ser retirado nas três próximas reuniões.

Durante a tarde daquela sessão, o discurso de Charles Evans, do Fed de Chicago, colaborou: disse que o mercado já pode antecipar uma mudança nos estímulos na reunião de setembro. A velocidade de retirada dos estímulos norte-americanos é uma das principais preocupações do mercado, juntamente com a recuperação econômica europeia e, mais recentemente, o ritmo da desaceleração da economia chinesa.