No atual cenário, quais as perspectivas para fundos de ações e de renda fixa?

HSBC avalia os impactos da recente volatilidade no mercado acionário e da ata do Copom nestes dois tipos de fundos

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SÃO PAULO – Na última semana, uma onda de volatilidade atingiu os principais mercados acionários internacionais, sobretudo devido à retomada das preocupações com o mercado de financiamento imobiliário subprime nos EUA.

A apreensão dos investidores é de que o aumento da inadimplência neste segmento possa interferir negativamente nos resultados de bancos e de fundos de investimento que carregam títulos lastreados nesse mercado em suas carteiras. Não bastasse a instabilidade no mercado acionário externo, que trouxe suas influências negativas à esfera interna, a divulgação da ata da última reunião do Copom também abalou o mercado doméstico de renda fixa.

O teor da ata incitou, em alguns investidores, a percepção de que a autoridade monetária diminua o ritmo de cortes na taxa Selic a partir de sua próxima reunião. Como mudanças na conjuntura financeira também se manifestam no mercado de fundos de investimentos, quem aplica nesta indústria se pergunta se a hora é de manter suas apostas ou rever seus planos.

Fundos de ações: não se assuste com a volatilidade

A começar pelos fundos de ações, a opinião da equipe de analistas do HSBC é que, a despeito da recente e acentuada queda da bolsa, o investidor deve manter suas aplicações nestes fundos.

“Apesar dessa volatilidade de curto prazo, os fundamentos do mercado de ações continuam bons e mantemos a recomendação de investimentos nessa classe de ativos”, diz a instituição.

Fundos de renda fixa sem grande potencial de ganhos

Já para os fundos de renda, as perspectivas não são tão favoráveis. Na opinião do banco, fundos deste tipo não apresentam grande potencial de ganho quando comparados aos fundos DI. Neste contexto, a recomendação para o investimento em fundos de renda fixa é neutra.

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“A ata do Copom divulgada na última semana não trouxe novidades em relação à nossa expectativa. Analisando o discurso, nos parece muito provável uma desaceleração no ritmo de cortes na próxima reunião, de 0,5 para 0,25 ponto percentual, já que aumentou a preocupação com o ritmo mais forte da atividade e com a elevação das expectativas futuras de inflação”, diz o HSBC.