Nikkei recua, com queda de exportadoras; Xangai atinge máxima de três meses

Valorização do iene frente ao dólar afeta negócios em Tóquio; na China, governo deve elevar preços de produtos refinados

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SÃO PAULO – Pela primeira vez nos últimos três pregões, o índice Nikkei fechou com desvalorização nesta terça-feira (13), afetado por exportadoras.

Na China, a bolsa de Hong Kong também encerrou em baixa, enquanto a bolsa de Xangai avançou, tendo o índice Shangai Composite atingido máxima de três meses.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nikkei -0,81 11.161 +3,81 +5,83
 Hang Seng -0,16 22.104 +4,21 +1,07
 Shangai Comp. +1,02 3.161 +4,91 -3,54


Iene forte prejudica Tóquio
Em reflexo da valorização do iene frente as 16 principais moedas do mundo, como correção do mercado à depreciação recente, papéis de exportadoras caíram na sessão. Dentre as baixas, ênfase para as ações de Nintendo (-1,1%), Sony (-0,6%), Panasonic (-0,4%) e Honda (-0,9%).

O Mitsubishi UFJ reduziu a recomendação dos papéis da Mitsui, de “strong outperform” (desempenho fortemente acima do mercado) para “outperform” (performance acima do mercado), e da Kawasaki Kisen – de “outperform” para “market perform” (desempenho em linha com o do mercado). Como resposta, as ações das transportadoras caíram 2,6% e 1,6%, respectivamente.

Preços maiores na China
Diante da expectativa de que o governo da China elevará os preços do petróleo refinado, as ações da refinaria China Petroleum & Chemical subiram 2,2%, assim como as da rival PetroChina, que relataram valorização de 2,3%.

Vale lembrar que o governo chinês controla os preços finais dos derivados do óleo bruto aos consumidores, o que torna impossível o repasse de custos pelas refinarias.