Nikkei fecha em queda, pressionado por cenário externo e ajuste

Possível ajuda da Europa à Portugal, valorização do iene e decepção no mercado de trabalho norte-americano se destacam

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SÃO PAULO – O índice Nikkei fechou as negociações desta terça-feira (11) em queda, após feriado na véspera – quando as bolsas da região fecharam em baixa -, ao passo que o índice Shanghai Composite registrou alta, com destaque para o setor bancário.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nikkei -0,29 10.511 +2,93 +2,75
 Hang Seng +0,99 23.760 +2,58 +3,15
 Shanghai Composite +0,44 2.804 -1,30 -0,14

O Japão deverá comprar títulos da dívida europeia ainda neste mês, divulgou o ministro de Finanças Yoshihiko Noda, o qual afirmou a intenção de comprar 20% da emissão planejada, utilizando-se de reservas internacionais para a operação.

Portugal, EUA e iene
O mercado acionário japonês esteve fechado na última segunda-feira. Durante o final de semana, as tensões acerca da crise da dívida soberana na Europa se intensificaram, após rumores apontarem que França e Alemanha estariam pressionando Portugal a aceitar uma ajuda financeira por parte da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Além disso, depois do fechamento do último pregão japonês, foi anunciado nos EUA a criação de 103 mil postos de trabalho em dezembro, ao passo que a expectativa apontava para 150 mil. Os papéis ligados ao cenário externo também foram pressionados nesta sessão pela valorização do iene frente ao dólar e ao euro.

Deste modo, as ações da Canon se desvalorizaram em 1,42%, enquanto as da Panasonic recuaram 0,76%, seguida pelas quedas de 0,70% para as da Nissan 0,70% e de 0,92% para as da Fanuc.

Entre os destaques deste pregão, as ações da Resona Holdings despencaram 7,27%, dando continuidade ao movimento de queda observado desde que a companhia anunciou, em 7 de janeiro, a intenção de captar ¥ 575 bilhões com a emissão de ações.

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Bancos em alta
Os principais bancos chineses operaram em alta nesta terça-feira, após ser anunciado que a quantidade de empréstimos no último ano atingiu 7,95 trilhões de yuans, valor 8% menor que aquele registrado em 2009, mas superior à meta de 17% do governo.

Assim, os papéis do Industrial & Commercial Bank fecharam com valorização de 0,47%, seguidos pelas altas de 1,47% do China Construction Bank, de 0,62% do Bank of China e de 0,38% do Agricultural Bank of China.