Nikkei despenca, com pessimismo bancário e falência de seguradoras

Setor financeiro declina, ante rumores negativos de Morgan Stanley e falência de Yamato; Hong Kong e Xangai desabam

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SÃO PAULO – O índice Nikkei encerrou com forte desvalorização nesta sexta-feira (10) – obtendo a pior semana de perdas em sua história, afetado por instituições financeiras, seguradoras e construtoras.

Semelhantemente, a bolsa da China fechou em queda, enquanto a bolsa de Hong Kong despencou, influenciada negativamente por bancos e companhias dependentes de commodities.

Setor financeiro declina

A agência internacional de classificação de risco Moody’s anunciou que revisará o rating da dívida do banco norte-americano Morgan Stanley, citando que a crise atual do sistema financeiro poderá afetar os rendimentos do próximo ano. Além disso, os analistas da instituição rebaixaram a perspectiva do rating do Goldman Sachs para negativa.

Refletindo este pessimismo bancário do outro lado do Pacífico, os papéis do Mitsubishi UFJ – maior instituição financeira nipônica – despencaram 8,5%, assim como os do rival Mizuho Financial Group, cuja desvalorização foi ligeiramente maior, de 12%. Na mesma esteira, as ações do Sumitomo Mitsui recuaram 8,2%.

Vale lembrar que o Mitsubishi UFJ adquiriu recentemente 20% em participação acionária do Morgan Stanley, acumulando perdas de US$ 1,7 bilhão desde o investimento inicial. Ademais, o Mizuho afirmou possuir US$ 6,8 bilhões correlacionados com hipotecas norte-americanas.

Bancarrotas em erupção

Com US$ 116 milhões em dívidas, a seguradora Yamato Holdings entrou em bancarrota nesta sexta-feira, devido aos declínios tanto no valor de seus títulos domésticos quanto nos investimentos internacionais.

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Nesta conjuntura, os ativos das seguradoras T&D Holdings – maior nipônica do setor negociada em bolsa – e Tokio Marine Holdings caíram 11%, enquanto os das concorrentes Fuji Fire e Marine Insurance despencaram 22%, obtendo a maior desvalorização em mais de duas décadas.

Construção civil preocupa

Dilatando o pessimismo em Tóquio, as ações das construtoras Mitsubishi Estate, Mitsui Fudosan e Sumitomo Realty & Development recuaram 8,1%, 6,8% e 5,9%, respectivamente, após a incorporadora New City Residence Investment pedir falência, com US$ 1,1 bilhão de dívidas no passivo contábil.

Por fim, as conseqüências negativas da crise contemporânea de crédito provocaram a queda de todos os ativos negociados na bolsa de Hong Kong. Destaque para baixa de 7% das ações do banco HSBC e a desvalorização de 8% dos papéis da transportadora China Cosco, sendo as primeiras afetadas pela necessidade de capital da instituição financeira e os segundos pela menor demanda por commodities, que reduz o horizonte de rendimentos da transportadora.

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Confira as cotações

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, encerrou o pregão em forte baixa de 9,62%, chegando a 8.276 pontos e, com isso, o acumulado no ano aponta para queda de 45,93%>
Já o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, apresentou desvalorização de 7,19%,
enquanto o índice Shangai Composite ,da Bolsa de Xangai, caiu 3,57%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Nikkei -9,62 8.276 -32,97 -45,93
Hang Seng -7,19 14.797 -26,01 -46,80
Shangai Composite -3,57 2.001 -6,98 -61,98