Nikkei atinge nova máxima em 7 anos; Europa cai com “bancos sob pressão”

Índice japonês sobe em meio a notícias sobre alta de impostos; na Europa, cinco grandes bancos foram condenados a pagar US$ 3,4 bilhões por manipulação no mercado de câmbio

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SÃO PAULO – Enquanto as bolsas asiáticas fecharam em alta esta quarta-feira (12), o dia é de baixa para os principais índices europeus. 

O índice Nikkei fechou com ganhos de 0,43% e atingiu nova máxima em sete anos, ainda reagindo às notícias de que o primeiro-ministro Shinzo Abe pode adiar uma planejada elevação do imposto sobre vendas e convocar eleições antecipadas, o que já tinha feito o benchmark japonês subir ontem. A mídia local relatou que Abe pode convocar uma votação antes do final do ano caso decida adiar o aumento planejado, para 10% ante 8%, no imposto nacional sobre vendas que deve acontecer em outubro de 2015. Porém, os ministros japoneses não deram mais indicações sobre a alta de impostos, o que levou à volatilidade no mercado de ações. 

Já na China, o índice Xangai Composto subiu 1%, para 2.494,48 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 1,48%, chegando aos 1.345,41 pontos, com destaque para as corretoras em meio às expectativas de que ganhem com a conexão entre as bolsas de Xangai e Hong Kong na próxima segunda-feira. 

Na Europa, contudo, o dia é de queda, pressionado pelos papéis de bancos, após as revelações de que cinco instituições financeiras (UBS, Citigroup, JP Morgan, Royal Bank of Scotland e HSBC) foram condenados por três reguladores – dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Suíça – ao pagamento de uma multa de US$ 3,4 bilhões por manipulação no mercado de câmbio. O acordo entre os cinco bancos e os três reguladores é o primeiro, segundo a Bloomberg, desde que as autoridades começaram a investigação aos bancos.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.