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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou nesta segunda-feira, dia 27 de junho, a sua Nota da Política Fiscal referente ao mês de maio. No período, embora o governo tenha apresentado superávit em suas contas fiscais, o mesmo não foi suficiente para cobrir os gastos com juros, acarretando num déficit nominal.
Desta maneira, a Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) foi positiva em R$ 7,397 bilhões em maio. Este dado foi resultado de um superávit primário de R$ 6,314 bilhões, que foi bastante inferior aos R$ 13,711 bilhões referentes ao pagamento de juros.
No acumulado do ano dos cinco primeiros meses do ano, o governo ainda gasta mais do que arrecada, já que a NFSP atingiu R$ 14,568 bilhões no período. No mesmo período de 2004, o acumulado era de R$ 13,674 bilhões.
Superávit primário evolui pouco em maio
O superávit primário em maio foi de R$ 6,314 bilhões, frente ao saldo positivo primário de R$ 5,839 bilhões registrado em igual período do ano anterior. Em abril passado, o superávit foi o maior desde o início da contabilização do indicador em 1991, atingindo R$ 16,335 bilhões.
Considerando os dados referentes ao acumulado do ano, o superávit primário já alcança R$ 50,326 bilhões, expressiva alta frente ao saldo positivo de R$ 38,268 bilhões registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Pagamento de juros aumenta
Outro destaque no levantamento do Banco Central fica com a elevação da apropriação de juros nominais, refletindo, principalmente, o elevado patamar da Selic. Enquanto que em maio do ano passado a apropriação de juros foi de R$ 10,682 bilhões, em igual período deste ano foi de R$ 13, 711 bilhões, de acordo com o BC.
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No caso da dívida líquida do setor público, pôde-se verificar um ligeiro aumento em relação a abril. Neste sentido, a dívida líquida passou de R$ 956,7 bilhões (50,4% do PIB) em abril para R$ 957,6 bilhões (50,3% do PIB) em abril.