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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou nesta sexta-feira, dia 26 de agosto, a sua Nota de Política Fiscal referente ao mês de julho. No período, embora o governo tenha apresentado superávit em suas contas fiscais, o mesmo não foi suficiente para cobrir os gastos com juros, acarretando em um déficit nominal.
Desta maneira, a Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) foi positiva em R$ 3,340 bilhões em julho. Este dado foi resultado de um superávit primário de R$ 8,796 bilhões, que foi inferior aos R$ 12,136 bilhões referentes ao pagamento de juros no período. Entretanto, vale ressaltar que no mesmo período de 2004 a NFSP ficou postiva em R$ 3,761 bilhões.
No acumulado do ano, o governo ainda gasta mais do que arrecada, já que a NFSP atingiu R$ 23,519 bilhões no período. No mesmo período de 2004, o acumulado era de R$ 19,407 bilhões.
Superávit primário avançou em julho
O superávit primário em julho foi de R$ 8,796 bilhões, frente ao saldo positivo primário de R$ 6,614 bilhões registrado em igual período do ano anterior. Em abril passado, o superávit foi o maior desde o início da contabilização do indicador em 1991, atingindo R$ 16,335 bilhões.
Considerando os dados referentes ao acumulado do ano, o superávit primário já alcança R$ 68,745 bilhões, expressiva alta frente ao saldo positivo de R$ 52,796 bilhões registrados entre janeiro e julho do ano passado.
Pagamento de juros aumenta
Outro destaque no levantamento do Banco Central fica com a elevação da apropriação de juros nominais, refletindo, principalmente, o elevado patamar da Selic. Enquanto que em julho do ano passado a apropriação de juros foi de R$ 10,375 bilhões, em igual período deste ano foi de R$ 12,136 bilhões, de acordo com o BC.
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No caso da dívida líquida do setor público, pôde-se verificar um ligeiro aumento em relação a junho. Neste sentido, a dívida líquida passou de R$ 966 bilhões (50,9% do PIB) em junho para R$ 971,8 bilhões (51,3% do PIB) em julho.