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SÃO PAULO – A moeda norte-americana continua pressionada nesta quarta-feira, devido ao forte nervosismo dos investidores com o aumento do risco Brasil. O índice EMBI, medido pelo banco de investimento J. P. Morgan, voltou a subir, ultrapassando a barreira dos 1100 pontos.
Com isso, o governo brasileiro está tendo dificuldades para rolar sua dívida com prazos mais longos. A piora das expectativas com o futuro da economia brasileira vem levando ao mercado rejeitar títulos com vencimento após 2003, além de exigir juros mais altos.
Além disso, a desvalorização dos títulos da dívida pública, somada a exigência de fixação de preços de mercado pelo Banco Central aos papéis pertencentes às carteiras dos fundos de investimentos, vem levando muitos bancos a comprarem dólares, a fim de se proteger eventuais saques de seus fundos de investimentos e pressionando ainda mais o dólar.
Dólar tem a maior cotação desde novembro de 2001
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,6010 na compra e R$ 2,6040
na venda, um alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior. Este é o maior valor da ‘ivisa norte-americana desde 1 de novembro do ano passado.
Já no mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,6930, representando um ágio de 3,54%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 3,62% em junho, frente
a alta de 6,39% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 12,48%.
Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em julho
opera cotado a R$ 2.627,
alta de 0,23% em relação ao fechamento
de R$ 2.621
da última terça-feira. O contrato com vencimento em agosto, por sua vez, opera em alta de 0,49%,
atingindo R$ 2.653 frente
a R$ 2.640 do fechamento de
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ontem.