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SÃO PAULO – O nervosismo voltou a dominar a Argentina nesta segunda-feira, com a população em massa correndo às casa de câmbio. O dólar, que abriu hoje em torno de P$ 3,10, chegou a ser negociado a P$ 4,00, nova marca histórica, encerrando o dia entre P$ 3,80 e P$ 3,90 nas casas de câmbio, uma desvalorização da moeda local de 20,5% em apenas um dia.
O medo da hiperinflação e do acirramento das tensões socias, inclusive com boatos de queda do governo Duhalde, aceleram ainda mais a corrida pelo dólar.
Cotas de US$ 1.000 não contiveram alta da moeda norte-americana
O Banco Central Argentino (BCRA) impôs cotas para compra de dólares. Cada cidadão argentino somente poderia comprar US$ 1.000, enquanto as empresa estavam limitadas a adquirir US$ 10.000. Contudo, esta medida se mostrou inócua, com filas gigantescas nas casas de câmbio e agências bancárias. A agência do Banco do Brasil estava vendendo a divisa norte-americana cotada a P$ 3,20, taxa recomendada pelo BCRA.
No entanto, o governo adotou uma série de medidas paliativas tentando controlar a situação. Buscando reduzir a liquidez da economia e aumentar os depósitos bancários, a proibição de depósitos em dólares no país foi levantada. Além disso, supermercados, postos de gasolina, concessionárias de rodovias, cassinos e outras companhias serão obrigados a depositar diariamente nos suas receitas em dinheiro nos bancos. Finalmente, haverá restrições ao envio de dinheiro ao exterior, através da aquisição de ADRs na bolsa de Nova York.