Neoenergia (NEOE3) cai mais de 6% com resultado mais fraco e interrompe rali da ação – mas JPMorgan mantém visão positiva

"Depois de superar as estimativas por muitos trimestres, não achamos que esse resultado mais 'leve' deva estragar a história", diz o banco

Equipe InfoMoney

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Em alta de 54% desde o início de abril (até o fechamento da véspera), as ações da Neoenergia (NEOE3) registram uma sessão de perdas após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2023 (2T23). O lucro líquido recuou 32% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 728 milhões.

Os papéis da Neoenergia fecharam em queda de 6,28%, a R$ 20,61, na sessão desta quarta-feira (26).

Em nota a clientes, o Credit Suisse apontou que a Neoenergia vinha de um momento especial na Bolsa por conta da alta recente, tendo visto alguns acionistas que “sofreram por anos na tese” defenderem que ainda existe um upside relevante no papel, assumindo um cenário no qual a empresa seguirá muito mais disciplinada em certames futuros (como leilões).

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Assim, uma das maiores dúvidas de forma geral nesta temporada tem sido o quanto os investidores irão focar no trimestre e o quanto irão olhar para a segunda metade de 2023 e em 2024 como um todo. A grande maioria dos clientes contatados pelo Credit, avalia o banco, parece olhar mais para o ano que vem.

Neste contexto, entrando especificamente no resultado do 2T23, os analistas do banco enxergaram os dados como marginalmente negativos em função de um resultado pior do que o esperado na remuneração de parcela B da distribuidora, além de números mais fracos no segmento de hidrelétricas.

Do outro lado, eles acabaram sendo parcialmente ofuscados por bons números de energia renovável, beneficiados pelo início de operação de novos ativos.

O ajuste de tarifas e novos ativos tiveram um papel importante para puxar a receita consolidada, que avançou 8,7% ano a ano (versus expectativa do Credit de queda de 8,2%).

Na linha de custos, houve pressão vinda de inadimplência e um PMSO (Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outras despesas) consolidado aumentando 12% na base anual em função de um maior custo de time e despesas com start up dos novos ativos. O lucro também foi afetado negativamente pelo resultado financeiro, mas houve compensação vinda da alíquota efetiva.

O JPMorgan também aponta as despesas gerais e administrativas como um ponto negativo e vê números mais fracos do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), que ficou 13% abaixo do esperado por conta dos custos e maiores provisões para pagamentos duvidosos.

Por outro lado, o banco segue com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para NEOE3. “Depois de superar as estimativas por muitos trimestres, não achamos que esse resultado mais ‘leve’ deva estragar a história”, avalia o banco.