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Os resultados fracos do primeiro trimestre de 2026 da Natura (NATU3) levaram a XP Investimentos a atualizar suas premissas para a companhia.
Refletindo esse desempenho, a casa adotou uma postura mais conservadora e reduziu as expectativas para o período de 2026 e 2027.
Apesar dessa perspectiva cautelosa, a XP manteve a recomendação de compra para a ação. O preço-alvo para o final de 2026 foi ajustado para cima, saindo de R$ 10,4 para R$ 13,5.

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Conforme o novo relatório da XP, a expectativa de lucro líquido e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) para o período de 2026 e 2027 foi reduzida. As estimativas de para o período 2026-27 estão em 42-19% e 6-10%, respectivamente, para lucro líquido e Ebitda.
Apesar da administração indicar tendencias de curto prazo melhores já no segundo trimestre, os analistas da XP ainda enxergam a implementação do SAP (plataforma de IA generativa) e a Copa do Mundo como riscos negativos para a companhia.
Além disso, o fim da Substituição Tributária de ICMS deve ser um vento contrário no 2T, também. A expectativa, entretanto, é de que o efeito já seja majoritariamente neutralizado a partir do 3T, com o fim do regime para venda direta em julho.
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As margens, por outro lado, devem seguir pressionadas ao longo de todo o ano. De acordo com a XP, a margem bruta no Brasil deverá ser impactada pela inflação de custos e esforços promocionais. Apesar disso, os analistas destacam que os ganhos de reestruturação devem compensar o resultado.
Nem tudo é negativo
De acordo com a administração, a companhia tem lançado campanhas para estimular a produtividade das consultoras, o que poderia sustentar uma recuperação gradual no 2T. Para a XP, a base comparativa deve permitir que o crescimento volte ao território positivo já no segundo semestre.
A estimativa da casa é de vendas com crescimento de 8% ao ano, com base nas tendências subjacentes de CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 2 anos. Além disso, mesmo com o cenário mais conservador, a geração de caixa virá de qualquer forma.
Com base nos cálculos da XP, a geração de caixa deverá ser sólida, com fluxo de caixa livre (FCF) em R$ 1 bilhão.
Opcionalidade de saída da Advent
Mesmo com os resultados positivos a partir do segundo semestre, os analistas destacam que se a Advent (fundo de private equity) exercer sua opção de encerramento antecipado de seu compromisso, a ação deve sofrer de-rating, dada a recente deterioração macro e a incerteza de curto prazo.
Ainda que o acordo tenha prazo de seis meses (até 30 de setembro), a Advent tem uma opção de encerramento antecipado após 3 meses, em 30 de junho. A condição para esse encerramento considera o preço médio da ação, caso ele exceda R$ 9,75 durante um período acordado.
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De acordo com a XP, é isso que tem acontecido. Segundo os analistas, a Advent pode exercer essa opção para permitir que os preços reflitam os fundamentos atuais de curto prazo e potencialmente retornar com uma nova transação a preços mais atraentes.