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A Natura (NATU3) informou que o LOTUS FIP, fundo gerido pela Advent International, alcançou uma exposição econômica de 8% na companhia, sendo 6,6% por meio de participação acionária e 1,4% via instrumentos derivativos.
Os analistas do JPMorgan avaliam o anúncio como ligeiramente positivo, pois confirma o avanço da Advent para atingir a participação mínima de 8% na companhia e reforça a transição de governança da Natura após o processo de simplificação societária.
Às 13h08 (horário de Brasília), contudo, as ações da companhia de cosméticos caíam 1,75%, a R$ 8,43.
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Na visão do banco, embora o comunicado não altere a perspectiva de resultados no curto prazo, que deve permanecer pressionada, a presença da Advent pode funcionar como um catalisador para uma execução mais eficiente, maior disciplina na alocação de capital e apoio estratégico, especialmente no momento em que a Natura concentra seus esforços na América Latina.
O JPMorgan ressalta, no entanto, que o investimento continua sendo minoritário, sem mudança de controle ou direitos de veto. Por isso, o principal efeito para o mercado deve estar relacionado ao fortalecimento da credibilidade da governança e ao potencial de criação de valor no médio prazo, e não a uma mudança imediata no desempenho operacional.
Para o banco, a principal discussão em torno das ações permanece sendo a capacidade da Natura de transformar sua estrutura mais enxuta e o maior alinhamento entre os acionistas em crescimento consistente de receita, recuperação das margens e geração de caixa.
Ainda assim, considerando que a ação é negociada a 9,2 vezes P/L (Preço sobre lucro) estimado para 2026 e 7,0 vezes para 2027, o JPMorgan vê uma relação risco-retorno favorável e mantém recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para os papéis, com preço-alvo de R$ 14.