Nasdaq quebra seqüência de queda e sobe após relatório do Goldman Sachs

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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Nos EUA, o índice Nasdaq encerrou as negociações desta segunda-feira em alta, otimista com a elevação da recomendação para ações do setor de semicondutores pelo banco de investimentos Goldman Sachs e quebrando a tendência de queda, após seis pregões em baixa. Já o índice Dow Jones operou no pregão de hoje com elevada volatilidade e fechou estável. As maiores valorizações foram das ações do setor de biotecnologia, produtos de cuidados médicos e de aparelhos sem-fio. Já os setores de construção de residências e de fabricação de veículos registraram baixa com o temor de que os consumidores iniciem a redução dos gastos com bens duráveis.

A Intel, maior fabricante de microchips do mundo, teve as recomendações dos seus papéis elevadas pelo banco Goldman Sachs, em uma lista que incluía as ações da Broadcom e Conexant. O banco afirmou que os fundamentos da empresa farão com que ela obtenha uma recuperação no quarto trimestre. As ações da Intel fecharam as negociações com alta de 2,04%.

Já a Wal-Mart, maior rede varejista do mundo, anunciou um fraco desempenho nas vendas das “voltas às aulas” dos EUA, apesar do bom resultado publicado na última quinta-feira. A companhia afirmou que os consumidores postergarão as compras até o último momento possível. Além disto, os grandes descontos oferecidos pela rede colocam dúvidas sobre a viabilidade da projeção de analistas de um lucro de US$ 0,37 por ação para o próximo trimestre. Os papéis da empresa encerram o dia em queda de 2,61%.

A Ford Motor, uma das maiores fabricantes de veículos do mundo, deverá gastar US$ 1 bilhão para substituir a ignição de veículos com menos de 160000 quilômetros que após um período parados tiveram problemas para funcionar. A companhia também sofre com a redução da recomendação de suas ações pelo banco UBS Warbung, que apontou a retração nas vendas da empresa e também de sua participação no mercado com prováveis causas de uma redução nos lucros da Ford. As ações da Ford terminaram o pregão com desvalorização de 4,16%.

O índice Dow Jones Industrial, que afere o desempenho das 30 blue chips norte-americanas, fechou o pregão desta segunda-feira estável, sendo cotado a 10.415,91 pontos. As maiores desvalorizações ficaram com os papéis da rede varejista Wal-Mart (-2,61%), da United Technologies (-1,35%), do conglomerado financeiro Citigroup (-1,03%), da HP (-0,92%) e da Honeywell (-0,74%). Em sentido oposto, enceraram as negociações em alta as ações da Intel (+2,04%), da operadora de telecomunicações AT&T (+1,69%), da Johnson&Johnson (+1,24%), da farmacêutica Merck (+0,90%) e da gigante IBM (+0,87%).

O índice Nasdaq Composite, que mede a performance das 100 maiores empresas de alta tecnologia listadas na bolsa eletrônica Nasdaq, encerrou com uma valorização de +1,32%, cotado a 1.982,24 pontos. Entre as maiores altas estavam os papéis da empresa de biotecnologia Medimmune (+7,67%), da fabricante de equipamentos para banda larga Broadcom (+6,63%), da Palm (+5,14%), da Qualcomm (+4,44%) e da Ericsson (+3,75%). Contudo, fecharam o dia de hoje em queda as ações da empresa de produtos eletrônicos USA Networks (-2,00%), da Cisco Systems (-0,65%), da companhia de softwares corporativos I2 Technologies (-0,56%) e da operadora de TV à cabo Comcast (-0,32%).

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O índice S&P500, que reúne as 500 maiores empresas dos EUA, terminou as negociações com uma valorização de 0,09%, cotado a 1.191,91 pontos. Os destaques de altas foram das ações da Conexant (+11,38%), da Oracle (+3,50%), da companhia de biotecnologia Amgen (+3,03%), fabricante de equipamentos de telecomunicações Motorola (+2,78%) e da Xerox (+2,64%). No entanto, as maiores desvalorizações ficaram com os papéis da Ford Motor (-4,16%), do grupo gigante de mídia AOL Time Warner (-2,96%), do laboratório farmacêutico Bristol-Myers (-0,97%), da varejista de materiais para construção Home Depot (-0,74%) e da Pfizer (-0,41%).

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