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SÃO PAULO – Em dia de forte instabilidade, as principais bolsas norte-americanas fecharam esta segunda-feira (7) em queda – à exceção do índice Dow Jones, que encerrou o dia praticamente estável -, repercutindo os discursos de Obama e Bernanke e os eventos corporativos do primeiro pregão desta semana. O setor financeiro ficou entre os principais destaques negativos do dia.
A agenda econômica pouco movimentada trouxe apenas o Consumer Credit, mostrando que o crédito ao consumidor norte-americano recuou pelo nono mês consecutivo em outubro, a US$ 2,483 trilhões. O resultado, no entanto, veio em linha com o esperado.
Bernanke e Obama
Muito aguardado pelos investidores, que procuram alguma sinalização em torno do retorno do ciclo de aperto monetário nos EUA, o discurso de Ben Bernanke não trouxe muitas novidades ao mercado. O presidente do Federal Reserve reforçou a ideia de que manterá a inflação sob controle e afirmou ainda que deverá retirar os estímulos monetários “quando a economia se fortalecer”.
Pouco depois das palavras do chairman do Fed, foi a vez de Barack Obama discursar. O presidente dos Estados Unidos levantou a possibilidade de utilizar o dinheiro devolvido do Tarp (Troubled Assets Relief Program) para ajudar na redução do déficit fiscal do país e na criação de novos empregos, já que os aportes destinados ao setor financeiro foram bem menores do que era esperado.
Setor financeiro
Ainda em torno dos planos de ajuda do governo ao setor financeiro, Citigroup tenta convencer os reguladores norte-americanos de que está apto a pagar os US$ 20 bilhões concedidos em empréstimos emergenciais, uma vez que o banco garante reservas em dinheiro superiores a US$ 240 bilhões. As ações do banco fecharam o dia com queda de 0,74%.
O restante do setor financeiro, de modo geral, também apontou tendência declinante, com os papéis de Bank of America (-2,4%) e JPMorgan (-1,17%) figurando dentre as principais perdas do Dow Jones. Os papéis de Wells Fargo e Goldman Sachs também fecharam no vermelho, recuando 2,23% e 2,03%, respectivamente.
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Outros destaques
Contrabalanceando as perdas do setor financeiro, os ativos da Boeing lideraram os ganhos no Dow Jones ao registrarem valorização de 2,08%. A empresa anunciou, depois de inúmeros adiamentos, que o novo modelo 787 Dreamliner terá seu primeiro voo de teste no início da próxima semana.
Recomendações também tentaram contribuir com um viés positivo. Os papéis da AMD dispararam 8,4% após a Sanford C. Bernstein & Co. elevar sua recomendação aos ativos para “acima da média do mercado”.
A negociação envolvendo a compra da britânica Cadbury também voltou a agitar os investidores. Nesta segunda-feira, a companhia afirmou que responderá formalmente a oferta de US$ 16 bilhões feita pela Kraft Foods até o dia 14 de dezembro. As ações da empresa compradora subiram 0,41% no pregão.
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Cotações de fechamento dos índices
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em leve baixa de 0,25%, a 1.103 pontos, acumulando no ano forte alta de 22,14%.
O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou o pregão em leve desvalorização de 0,22%, atingindo 2.190 pontos e subindo 38,84% no ano.
Por outro lado, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou alta de 0,01%, chegando a 10.390 pontos e acumulando no ano forte alta de 18,39%.
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%Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | ![]() |
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Dow Jones | +0,01 |
10.390 | +3,66 |
+18,39 |
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Nasdaq | -0,22 |
2.190 | +3,65 |
+38,84 |
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S&P 500 | -0,25 |
1.103 | +3,18 |
+22,14 |
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