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Nasdaq e S&P sobem após sanções à Rússia; petróleo ameniza alta com liberação de estoques pelos EUA e Petrobras (PETR4) fecha em queda

Os índices deram uma guinada após falas do presidente americano Joe Biden e o Ibovespa também reduziu perdas

Por  Equipe InfoMoney -

As Bolsas em Nova York tiveram uma recuperação surpreendente na tarde desta quinta-feira (24), num movimento bem distinto ao que foi visto na parte da manhã. Os índices se recuperaram das baixas após o anúncio de sanções à Rússia pelo presidente americano Joe Biden. Ele anunciou mais bloqueios a bancos e operações financeiras da Rússia, mas as sanções, segundo analistas, foram mais leves que o esperado.

A Casa Branca também autorizou que tropas adicionais sejam estacionadas na Alemanha, enquanto os aliados da Otan procuram reforçar as defesas na Europa. Os índices em Wall Street inverteram sinal após a fala de Biden: o Dow Jones fechou em alta de 0,28%, aos 33.222 pontos, o S&P 500 subiu 1,49%, a 4.288 pontos e a Nasdaq disparou 3,34%, a 13.473 pontos

O Ibovespa, que chegou a cair mais de 2% no pior momento do dia, amenizou as perdas e fechou em baixa 0,37%, aos 111.591 pontos. O volume financeiro foi de R$ 40,2 bilhões.

O destaque positivo ficou com as ações da SulAmerica (SULA11), com ganhos de 15,19%, seguidas pela Minerva (BEEF3) e Locaweb (LWSA3), avançando 7,04% e 5,61%, respectivamente. As ações da SulAmerica subiram após o anúncio de um acordo para a aquisição da seguradora pela Rede D’Or. Já os papéis da Minerva sobem após a divulgação de bons resultados.

Os destaques negativos ficaram com Qualicorp (QUAL3) e Rede D’or (RDOR3) que caíram, respectivamente, 14,77% e 7,66%, seguidas pela BRF (BRFS3), que recuou 6,07%. Segundo analistas da Ativa, os papéis da Qualicorp caíram pressionados pelo anúncio de  aquisição da SulAmerica pela Rede D’or.

O dia também foi de volatilidade para as ações da Petrobras, que operaram entre as maiores altas do dia, mas depois inverteram sinal e fecharam em forte baixa. Os papéis repercutiram o desempenho do petróleo no mercado internacional, que chegaram a operar acima dos US$ 104, mas reduziram ganhos e fecharam abaixo de US$ 100.

Os papéis ON da Petrobras (PETR3) fecharam em baixa de 1,57% e os PN B (PETR4) recuaram 2,43%.

A aversão ao risco global falou mais alto com o início do ataque russo à Ucrânia, interrompendo a trajetória de queda do dólar perante o real. A moeda americana fechou em alta de 2,02%, cotada a R$ 5,105.

Os juros futuros subiram: DIF23, + 0,11 pp, a 12,44%; DIF25, +0,09 pp, a 11,34%; DIF27, + 0,08 pp, a 11,24%; DIF29, +0,06 pp, a 11,41%.

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