Nasdaq e situação da Argentina pressionam bolsas latino-americanas

Conteúdo do Portal InfoMoney - Editoria Mercados

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As principais bolsas latino-americanas fecharam em queda nesta quinta-feira, influenciadas pela baixa do Nasdaq e por motivos internos dos países. O índice Nasdaq Composite fechou o dia em queda de 1,81%, pressionando negativamente as empresas de telecomunicações listadas nas bolsas da região. Além disso, a situação econômica da Argentina espalha pessimismo aos outros mercados.

O índice IPC da Bolsa do México encerrou o pregão com variação negativa de 0,91%, cotado a 5.648,62 pontos. Liderando a queda do mercado mexicano estavam as ações da maior empresa de telefonia celular do país, a America Móvil (-4,20%). Também fecharam em queda os papéis da Televisión Azteca (-3,56%), Organización Soriana (-2,84%), Carso Global Telecom (-2,36%), Grupo Elektra (-2,25%), Grupo Televisa (-1,80%), Telemex (-1,71%) e Grupo Financiero Banamex-Accival (-0,18%). Por outro lado, entre as maiores altas estavam as ações da Desc Sociedad de Fomento Industrial (+6,90%), Grupo Industrial Alfa (+4,47%), Consorcio Ara (+1,72%), Grupo Bimbo (+1,52%), Empresas ICA (+1,15%), Walmart (+0,51%), Savia (+0,26%), Grupo Modelo (+0,09%) e Cemex (+0,03%).

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em queda de 2,33%, cotado a 443,38 pontos. A Argentina, que ontem teve seu rating soberano rebaixado tanto pela Moody’s quanto pela Fitch, traz preocupações ao mercado. Com o objetivo de reverter o quadro econômico do país, o ministro da economia Domingo Cavallo, vem pressionando os bancos estrangeiros para que reduzam a taxa de juros exigida da Argentina. Deste modo, o ministro espera conseguir saldar seus compromissos externos e rolar a dívida do país. Além disso, nove grandes instituições financeiras também tiveram suas classificações de risco de crédito rebaixadas e comandaram as quedas na bolsa portenha. Os principais destaques de baixa ficaram com o Grupo Financiero Galicia (-5,56%), que ainda teve sua recomendação rebaixada pela Merril Lynch; o Banco Frances del Rio de la Plata (-0,92%) e o Banco Bansud (-0,95%). Além dos bancos, também caíram as ações das siderúrgicas Acindar (-3,85%), Siderca (-3,28%) e Siderar (-3,28%). Outras quedas foram da empresa química Atanor (-3,45%), Telecom Argentina (-3,03%), Juan Minetti (-3,01%), Perez Companc (-3,01%) e a empresa de petróleo Astra (-2,14%). A única alta da bolsa ficou com as ações da Repsol YPF (+0,58%). Há pouco, após do fechamento do pregão, a Fitch anunciou que também rebaixou o rating de mais seis empresas argentinas, são elas: CableVision, CRM, Imasac, Multicanal, Telecom Argentina e Telefónica de Argentina.

O índice IBC da bolsa de Caracas fechou nesta quinta-feira registrando queda de 0,85%, cotado a 7.429,17 pontos. A Venezuela enfrenta há dois dias uma greve coordenada pela maior central sindical dos petroleiros do país. O sindicato decidiu encerrar a greve amanhã, apesar de ainda não ter conseguido o aumento salarial e os bônus que os empregados reivindicam. A greve comprometerá as entregas das exportações do petróleo, que é principal produto venezuelano.

















Outros mercados: Brasil Ibovespa -2,39%
Peru ISBVL +0,53%
Chile IPSA +0,27%

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