Nasdaq derruba principais bolsas latino-americanas, Argentina resiste

Conteúdo do Portal InfoMoney – Editoria Mercados

Por  Equipe InfoMoney

As principais bolsas latino-americanas fecharam em queda neste sexta-feira, com exceção da Argentina, influenciadas pelo desempenho negativo dos índices norte-americanos. Às 15h46 de Nova York, o Nasdaq Composite registrava forte queda de 6,52%, enquanto o Dow Jones Industrial e o S&P500 apresentavam variações negativas de 2,39% e 2,84%, respectivamente.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou em alta de 0,98%, registrando variação positiva pelo quarto pregão consecutivo. O mercado argentino está sendo positivamente influenciado pelo cenário internacional, que favorece o crescimento do país, pelo pacote de ajuda financeira liberado em dezembro, e pelas reformas tributárias aprovadas por decreto pelo Presidente. Ontem à noite, o Indec, Instituto Nacional de Estadistica y Censos, divulgou o IPC (índice de preços ao consumidor) referente ao mês de dezembro, que registrou uma variação negativa de 0,1%, em relação ao mês anterior. Em novembro, o IPC havia caído 0,5% e, com o resultado de dezembro, a Argentina registrou uma deflação de 0,7% no acumulado de 2000. Hoje, o governo argentino anunciou que, dentro de 90 dias, o custo de crédito para o país deverá baixar em cerca de dois pontos percentuais.
Os destaques de alta da bolsa argentina ficaram para as ações da Telefônica (+5,18%), do banco BSCH (+3,23%), da Ledesma (+3,21%) e da Telecom Argentina (+2,55%). Por outro lado, as maiores quedas entre os componentes do índice Merval ficaram para as ações da termoelétrica Central Costanera (-4,22%), da Juan Minetti (-3,23%) e da Garovaglio y Zorraquin (-2,56%).
O índice IPC da Bolsa do México fechou em baixa de 2,03%, após um pregão marcado por um baixo volume de negociações. Hoje, o jornal Reforma informou que o governo mexicano irá propor a cobrança de um imposto extra nas operações da bolsa de valores. A informação do jornal contraria a notícia publicada ontem, pelo jornal La Jornada, de que o governo mexicano iria promover reformas para impulsionar o mercado de capitais, chegando até a reduzir os custos de transação.

Segundo a agência Bloomberg, o ministro das Finanças estaria preparando um projeto de reforma fiscal, que prevê o aumento da arrecadação tributária para diversos setores, inclusive no setor de alimentação. O presidente mexicano, Vicente Fox, pretende mandar a reforma fiscal para aprovação do Congresso em março. Os destaques de baixa ficaram para as ações da TAMSA (-4,14%), do varejista Walmart (-4,00%), do Grupo Elektra (-3,49) e da Television Azteca (-3,40%). Contrariando a tendência da bolsa mexicana, os únicas variações positivas entre os componentes do índice IPC ficaram para o Grupo Bimbo (+0,29%) e para a FEMSA (+0,16%).

O índice IBVC da Bolsa de Caracas fechou o pregão em baixa de 0,10%. Hoje, o governo venezuelano aumentou as tarifas elétricas entre 0,11% e 47,94% para as empresas públicas e privadas. O ministro da Energia e Minas, Álvaro Silva Calderón, declarou que a medida visa racionalizar, gerando o menor impacto possível ao pequeno consumidor. O ministro também explicou que o governo resolver adotar tarifas diferentes para diversas indústrias, em função da estrutura de custos diferenciada de cada empresa e região.






















Outros mercados: Brasil Ibovespa -1,59%
Chile IPSA+0,46%
Colômbia IBB +0,40%
Peru ISBVL+0,12%

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