Não é hora de desistir da Bolsa; é hora de esperar os fatores-chave de Brasil e EUA

Para o grafista Fernando Góes, queda tem que ser vista como "natural" pela forte alta dos últimos 3 meses; já o fundamentalista Pedro Galdi indica alguns eventos que precisam acontecer para a Bovespa voltar a andar

Publicidade

SÃO PAULO – O afastamento de Dilma Rousseff da presidência não trouxe o tão esperado rali do Ibovespa até os 60 mil pontos projetados pela maioria dos analistas de mercado. Contudo, ainda é muito cedo para se desanimar ou até mesmo desistir da bolsa de valores, apontam os analistas convidados do Comprar ou Vender desta segunda-feira (23). A entrevista completa você vê no vídeo ao final da matéria.

O analista técnico da Clear Corretora, Fernando Góes, atribui o movimento de queda atual como normal, não apenas pela esticada alta que o Ibovespa mostrou da mínima do ano (37 mil pontos) até a máxima (55 mil pontos) em um intervalo de quase 3 meses, como também pelo efeito “sobe no boato, cai no fato”, explicando que o mercado antecipou-se ao afastamento da Dilma e aproveitou o fato consumado para colocar o lucro no bolso.

Por isso, ele segue neutro neste momento, mas acreditando muito mais numa alta da Bolsa do que quedas para abaixo dos 46 mil pontos.

Já o analista fundamentalista Pedro Galdi indica que o mercado só voltará a subir se as medidas econômicas anunciadas pelo governo interino de Michel Temer sejam de fato aprovadas e também se o Federal Reserve decidir por não subir os juros dos EUA na próxima reunião, que acontecerá no começo de junho.

Veja a íntegra do programa no vídeo abaixo:


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers