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Bloomberg) — PIB do 1T trouxe “surpresas menos negativas em serviços e na própria indústria, que caiu menos do que esperado”, enquanto na parte de demanda “consumo das famílias surpreendeu negativamente”, diz Solange Srour, economista-chefe da ARX.
- “Consumo das famílias tem piorado em ritmo forte; isso está acontecendo desde 1º trimestre de 2015, à média de -1,8%, -1,9% por trimestre”
- “Isso é bastante significativo. Primeiro, a questão do crédito atingiu a renda junto com a inflação alta; agora é o emprego, que tem piorado nos últimos meses”
- “Dificilmente vamos ver uma melhora mais significativa no consumo das famílias no curto prazo”
- “Consumo do governo não será forte nos próximos trimestres”
- “Se medidas fiscais forem aprovadas, consumo do governo vai crescer mais perto de zero do que de 1%”
- “Não é tão direta relação entre consumo do governo e resultado primário”
- “Números do PIB estão ‘menos piores‘, mas não é para se animar’’
- ‘‘PIB no 2T será pior que o do 1T”
- “Claro que um PIB não tão ruim este ano pode ajudar a melhorar a confiança no Brasil; só não acho que seja o caso de dizer ‘o crescimento voltou’”
- Solange Srour prevê pequeno crescimento do PIB no 4T
- “Dado do último trimestre é muito relevante para projeções de 2017, por conta do carrego”
- “Último trimestre pode mudar projeções; o PIB de agora não muda muito”
- ARX prevê contração de 3,8% do PIB no acumulado de 2016; “por enquanto” previsão para PIB 2017 é de +2%, diz Solange
- Ambiente político “continua conturbado”, aumenta incertezas sobre apoio a medidas, ainda não compromete perspectiva de aprovação pelo Congresso
- “Estrago ainda não é grande, dá para contornar”
- “Ações do governo foram rápidas” em afastar ministros
- “Com base nos fatos revelados até agora, não há nada que mude perspectiva de aprovação de medidas”
- “O que não pode acontecer é contaminar chances de aprovação das reformas”
- ARX vê como “baixa‘‘ hipótese de Dilma retornar à Presidência
- ‘‘Não vejo o que o governo anterior poderia oferecer de positivo para economia e para o próprio sistema político”
- Se houver cenário de aprovação de medidas apresentadas pela Fazenda e a depender do câmbio, Selic pode cair entre 200 bps e 300 bps, diz a economista
- NOTA: PIB cai 0,3% no 1T16 t/t; 5º trimestre seguido de retração
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