Na volta do feriado, perspectiva é que Ibovespa abra em leve baixa

Para estrategista da TCX Consultoria, expectativa de novas medidas para conter valorização do câmbio pode pressionar índice

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SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (9), a BM&F Bovespa deve retomar as atividades após ter ficado fechada durante o início desta semana, por causa do feriado de Carnaval. A expectativa é que o Ibovespa abra pressionado pela perspectiva de novas intervenções por parte do governo no câmbio, indica Edgar Tamaki, estrategista da TCX Consultoria. 

Na sexta-feira (9), uma fonte disse à Reuters que uma das medidas em estudo seria nova elevação da taxação sobre investimentos estrangeiros no País, ou mesmo uma quarenta sobre os investimentos. Assim, afirma Tamaki, com a possibilidade de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para renda variável, o mercado pode abrir em queda por aqui.

Além da resposta a essa possibilidade, o Ibovespa deve também se ajustar ao desempenho dos índices internacionais, principalmente de Wall Street, nos pregões em que a Bolsa aqui esteve fechada. 

Apesar da instabilidade e do susto com o petróleo, que fechou na segunda-feira (6) no maior patamar em 29 meses em Nova York, as oscilações dos índices por lá foram pouco expressivas. O Dow Jones, após a forte contribuição dos bancos na véspera, acumulou desempenho levemente positivo de 0,37% nos últimos dois pregões, enquanto o S&P 500 avançou no período apenas 0,08%. 

Já o Nasdaq recuou 0,68%, pois o índice recuou mais forte na segunda, pressionado pela redução da recomendação do setor de semicondutores pelo Wells Fargo. 

Mesmo com o barril de petróleo em patamar bastante alto, observa Tamaki, investidores externos continuam com apetite por risco, e não parecem querer deixar que o S&P 500 perca o suporte nos 1.300 pontos.  Assim, essa pode ser uma contribuição positiva para o Ibovespa, amenizando os temores com uma nova taxação.

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Foco ainda fica com petróleo
Mas spesar do gás dado pelo setor financeiro na terça-feira (7), com as declarações do CEO do Bank of America de que a instituição pretende concentrar esforços em dar retorno para seus acionistas, a atenção nesta quarta deve voltar a concentrar-se na Líbia e no comportamento do barril de petróleo. 

Na véspera, com a queda do barril de petróleo, os ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras (PETR3, PETR4) fecharam em forte baixa de 2,45%, e esse desempenho pode se refletir neste pregão, acredita o estrategista da TCX. Essa expectativa é reforçada também pelo desempenho negativo das petrolíferas na Europa. 

Ainda assim, é preciso observar que a commodity, que chegou a encostar nos US$ 107 por barril na segunda, opera em leve alta, acima de US$ 105. Em Londres o barril do tipo Brent também sobe, em meio a notícias de que conflitos pesados teriam forçado o desligamento de uma das maiores refinarias da Líbia, na cidade de Zawiyah. Além disso, investidores recebem com desconforto a afirmação feito por um delegado da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) de que o grupo não irá organizar uma reunião de emergência para discutir a elevação da produção, ao contrário do que informou o ministro do Petróleo do Kuwait na véspera. 

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Na agenda, o destaque fica com estoques no atacado e de petróleo nos Estados Unidos.