Na volta do feriado, mercado deve repercutir dados dos EUA e da Europa

O destaque fica com a lenta recuperação da atividade industrial na zona do euro e com dados fiscais positivos nos EUA; bolsa brasileira só abrirá às 13h (horário de Brasília)

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SÃO PAULO – Após dois dias sem realizar negócios por conta do feriado de carnaval, a BM&FBovespa voltará a operar nesta quarta-feira (13). Entretanto, a bolsa irá abrir apenas às 13h (horário de Brasília), o que sinaliza uma sessão ainda morna na volta do feriado, com o mercado refletindo dados econômicos dos EUA e da Europa divulgados enquanto a bolsa nacional esteve fechada. 

Sem indicadores muito relevantes revelados durante o feriado, os ADRs (American Depositary Receipts) de empresas brasileiras ficaram próximos à estabilidade. Em destaque, ficaram os ativos da Petrobras, que registraram alta de 1,58% na última terça-feira (12).

No cenário internacional, o destaque ficou com os números fiscais dos Estados Unidos revelados na terça, registrando um superávit de US$ 2,8 bilhões. O resultado superou amplamente as expectativas dos analistas, que esperavam déficit de US$ 2 bilhões. Vale ressaltar que, na última sessão, os principais índices de bolsa do país fecharam próximos à estabilidade. 

Ainda no cenário norte-americano, destaque para doze das principais autoridades do Federal Reserve, que pressionaram para uma revisão mais dura dos mercados norte-americanos. Os integrantes da autoridade monetária sugeriram em uma carta que medidas mais agressivas deveriam ser tomadas, de modo a proteger os investidores em época de crise. As atenções se voltarão ainda para Janet Yellen, outra integrante do Fed, ressaltando que o agressivo afrouxamento de políticas monetárias da autoridade é necessário, dado o frágil mercado de trabalho nos EUA. 

O discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, ao Congresso também foi destaque, ressaltando que o país apresenta sinais de recuperação, mas que precisa gerar mais empregos e partir para questões mais abrangentes do que apenas as orçamentárias. 

Já no Velho Continente, a segunda-feira contou com a discussão da zona do euro para recapitalização direta dos bancos, assunto chave para a Espanha que acaba de receber resgate financeiro. Nesta quarta-feira, o BCE (Banco Central Europeu) ressaltou que usará programas de compras de títulos apenas em caso de grandes problemas na condução da política monetária. 

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Na Alemanha, o foco ficou para o relatório mensal do ministro da economia do país, ressaltando que “a economia parece ter superado o pior da crise após o último trimestre de aceleração”. 

No cenário corporativo, o feriado teve uma boa notícia para os frigoríficos brasileiros na última segunda-feira. O País manteve o status de possuir risco insignificante de doença de vaca louca, podendo facilitar a derrubada de recentes embargos de alguns países contra a carne nacional.

Europa e Ásia
Na sessão desta quarta-feira, as bolsas europeias operam perto da estabilidade, em meio ao crescimento da produção industrial na zona do euro e após o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmar a intenção de aumentar o comércio com a região em discurso. 

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Enquanto isso, os mercados asiáticos fecharam em rumos opostos nesta quarta-feira. O índice Nikkei, do Japão, registrou baixa de 1,04%. Os investidores mostram cautela antes do resultado da reunião do banco central do país, que termina na próxima quinta-feira. A forte queda do índice se deve à maior estabilidade do iene após uma forte desvalorização, o que levou os exportadores a realizarem lucros. Já as bolsas australiana e da Coreia do Sul fecharam no campo positivo.

Vale ressaltar que os mercados financeiros da China e de Hong Kong permanecem fechados para a comemoração do ano novo. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.