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SÃO PAULO – Em sessão que marca a volta da movimentação nas bolsas de EUA e Reino Unido, os mercados globais voltam a ser pressionados por destaques econômicos negativos e tensões políticas na Ásia, trazendo dificuldades para a abertura doméstica.
A terça-feira (26) registra a retomada dos negócios nas principais referências financeiras globais, o que pode incrementar o volume de negócios e a volatilidade em plano internacional. Com as bolsas abertas, também retornam os indicadores norte-americanos, com destaque para dados sobre o setor imobiliário.
Mais cedo, os investidores foram impactados negativamente pela contração de 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto) alemão passagem trimestral. No plano corporativo, ressalta-se a notícia de acordo entre Rio Tinto e siderúrgicas japonesas para o fornecimento de minério de ferro com preço 33% menor.
Economistas do banco francês Société Générale, contudo, ressaltam a possibilidade de uma recuperação mais pronunciada que o esperado na Ásia. “Assim como a China, que se move na perna ascendente de seu próprio V [forma da recuperação rápida], agora parece provável que o Japão seguirá o mesmo caminho”.
Noticiário corporativo
A mineradora Rio Tinto, que junto à brasileira Vale e à australiana BHP Billiton domina o fornecimento global de minério de ferro, revelou nesta terça-feira ter chegado a acordo com siderúrgicas japonesas, lideradas pela Nippon Steel, para reajuste negativo de 33% nos preços da commodity.
Já a petrolífera espanhola Repsol contratou o banco Santander para liderar a venda de sua participação de 30% na refinaria brasileira Refap, controlada pela Petrobras.
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Nos Estados Unidos, continua a novela envolvendo a recuperação da General Motors, que viu sua proposta trabalhista ser aceita por sindicato de trabalhadores canadenses – facilitando o caminho para uma possível concordata, na avaliação de analistas.
Perspectivas
Os mercados futuros em Wall Street voltam a pressionar com força os negócios no Brasil, operando em queda nesta manhã. Também na Europa as principais bolsas operam no terreno negativo, avaliando as incertezas políticas relativas aos testes nucleares e de lançamento de mísseis na Coreia do Norte.
No Brasil, o Ibovespa registrou ganho de 0,49% na última sessão, atingindo 50.816 pontos. Na avaliação da corretora Ágora foi “um dia atípico”, com baixíssima liquidez e falta de referencial. “O jogo recomeça nesta terça, com a farta e importante agenda econômica americana”, completam.