Na terceira queda consecutiva, estoques de petróleo dos EUA caem 1,4%

Reservas de óleo bruto das refinarias do país caíram para 353,1 milhões de barris, bem abaixo das expectativas

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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos recuaram pela terceira semana consecutiva, atingindo o patamar de 353,1 milhões de barris, conforme dados anunciados nesta quarta-feira (14) pelo Departamento de Energia do país.

Entre as semanas terminadas em 2 e 9 de julho, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 5,1 milhões de barris, superando as expectativas dos analistas, de queda de 1,5 milhão de barris no período, conforme levantamento da agência Bloomberg.

Por sua vez, as reservas de gasolina avançaram em 1,6 milhão de barris na última semana, subindo para a marca de 221,0 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 90,5% de sua capacidade operacional total, acima do registrado na semana anterior, de 89,8%.

Variação semanal

Em milhões de barris Semana até 02/07/2010
Semana até 09/07/2010  Variação
Óleo bruto 358,2 353,1  -1,4% 
Gasolina 219,4 221,0 +0,7%
Derivados 159,7 162,6 +1,8%
Óleo para calefação 45,9 47,8

 +4,0%  

Variação anual

Em milhões de barris Semana até 09/07/2010

Semana até 09/07/2009

Variação
Óleo bruto 353,1 344,5 +2,5%
Gasolina 221,0 214,6 +3,0%
Derivados 162,6 159,3 +2,1%
Óleo para calefação 47,8 45,8 +4,2% 

Cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 76,52 nesta quarta-feira, leve baixa de 0,23% em relação ao último fechamento.

O contrato com vencimento em agosto de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 76,86 por barril, configurando uma baixa de 0,47% frente ao fechamento anterior.
 

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Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.

Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.