Na reta final, Ibovespa opera com volatidade e zera perdas; OGX cai 11%

Petrobras e Vale diminuíram os ganhos, enquanto ações do grupo EBX passaram a desabar; expectativa sobre Fed guiou mercado durante a manhã

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SÃO PAULO – O Ibovespa foi perdendo forças durante a sessão desta segunda-feira (17) e, após subir no início da sessão amparada pelas referências positivas vindas do exterior, virou para queda nesta tarde, que foi marcada pelo exercício de opções sobre ações mas se recuperou logo depois,  Com isso, às 16h43 (horário de Brasília), o índice apresentava alta de 0,16%, a 49.410 pontos, após chegar a subir 1,60% no intraday. 

O exercício de opções sobre ações movimentou R$ 3,09 bilhões, dos quais R$ 1,54 bilhão foram de opções de compra e R$ 1,55 bilhão de opções de venda. O analista da SLW Corretora, Pedro Galdi, havia destacado que, após o exercício de opções, o Ibovespa poderia perder forças na sessão

A constante e intensa saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira é preocupante, segundo o analista. Nem a retirada do IOF (imposto sobre operações financeiras) dos investimentos conseguiu segurar os investidores, que procuram mercados mais seguros em meio à preocupação com a economia brasileira. “A saída de dólar da bolsa preocupa porque ajuda a elevar ainda mais a cotação da moeda, que já está em R$ 2,15”, diz Galdi.

Desempenho de ações
Entre os ativos que apresentam as maiores altas deste pregão, destaque para as ações da Embraer (EMBR3, R$ 19,83, +5,76%) disparou após anunciar que planeja investir US$ 1,7 bilhão nos próximos oito anos na segunda geração de sua família de aviões comerciais. A terceira maior fabricante de aviões do mundo estimou uma demanda por 6.400 aviões comerciais com até 130 assentos nos próximos 20 anos.

A Klabin (KLBN4), que registrou forte queda na semana passada em meio ao anúncio de oferta de ações, registra a segunda maior alta do Ibovespa, com ganhos de 3,31%, a R$ 10,91, com destaque também para outras duas ações de companhias de papel e celulose, Fibria (FIBR3, R$ 22,93, +3,29%) e Suzano (SUZB5, R$ 7,51, +2,88%). 

Já as ações da Petrobras (PETR3, R$ 16,78, +1,51%; PETR4, R$ 18,06, +0,0%) perdem forças em relação aos ganhos obtidos no início da sessão, após realizar três anúncios no final de semana, envolvendo desde um acordo bilionário com o BTG Pactual (BBTG11) até a venda de ativos para a Cemig (CMIG4).

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A Vale (VALE3, R$ 30,39, +1,03%; VALE5, R$ 28,42, +0,50%) também perdeu forças após ajudar a impulsionar o índice no início da sessão, corrigindo parte das perdas acumuladas em 2013, após o diretor executivo para minerais ferrosos e estratégia, José Carlos Martins, dizer à Bloomberg que a expectativa do dólar chegar a R$ 2,40 ofuscará a queda da demanda chinesa – algo que tem tirado o sono dos acionistas da mineradora. Juntos, os ativos da petrolífera e da Vale possuem cerca de 20% de participação no Ibovespa.

Por outro lado, as ações do Grupo EBX, de Eike Batista, intensificam as perdas. No momento, a MMX Mineração (MMXM3) vê seus ativos caírem 10,27%, a R$ 1,31,  enquanto os ativos da OGX Petróleo (OGXP3) tem queda de 11,34%, a R$ 0,86. Já a LLX Logística (LLXL3) desvaloriza-se 8,40%, a R$ 1,09. 

Esperança no exterior…
Já as referências positivas no exterior aparecem na expectativa sobre a reunião do Federal Reserve nos EUA, que pode trazer novidades sobre o fim do programa de compra de títulos por parte do governo norte-americano, o Quantitative Easing III. 

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Além da espera pela decisão, indicadores dos EUA e da Europa ajudam a criar ânimo para investimentos de risco. A produção industrial do estado de Nova York apresentou alta de 7,8% em junho, ante expectativa de aumento de 0,8% e após retração de 1,4% no mês anterior.

Já na zona do euro, a balança comercial registrou superávit de € 16,1 bilhões em abril. Apesar da expectativa de superávit maior (€ 21,2 bilhões), o resultado mostrou forte aumento nas exportações para fora do bloco econômico. O aumento de 9% aumenta as esperanças sobre a recuperação econômica da zona do euro, que acredita na demana externa para sair da crise.

… decepção no Focus
O boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, apontou um aumento nas projeções da Selic para 2013, passando de 8,75% para 9,0% ao ano – mesmo patamar projetado para 2014. O PIB (Produto Interno Bruto) projetado para este ano foi revisado para baixo, passando de 2,53% para 2,49%. Foi a 3ª semana seguida de alta na taxa básica de juros esperada pelo Focus e a 5ª semana consecutiva de queda no PIB.

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Ainda na agenda brasileira, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) desacelerou alta para 0,43% na segunda prévia de junho, segundo dados da FGV (Fundação Getulio Vargas).

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.