Publicidade
SÃO PAULO – Com a chegada das férias escolares agora no verão, muitas famílias aproveitam para viajar. Põem na mala tudo o que vão precisar para esse período: roupas, comida, brinquedos. No entanto, levam também uma preocupação: a segurança da casa.
Por conta disso, explicou a Superintendência de Seguros Privados (Susep), as companhias percebem um aumento médio de 14% nos pedidos de contratações de seguro residencial. A apólice pode ser apenas da edificação ou também incluir móveis e eletroeletrônicos.
Alterações climáticas
“A preocupação maior que ocorre no final do ano são as alterações climáticas, com maior incidência de enchentes e raios. Além disso, com a casa vazia, há mais risco de invasões”, explicou Alexandre Penner, do Departamento Técnico da Superintendência (Detec).
A proteção de imóveis, apesar de ser barata (os pagamentos mensais giram em torno de R$ 30, dependendo do produto escolhido) ainda são pouco conhecidas pela população. Para se ter uma idéia, de cada dez casas, apenas uma tem seguro. No entanto, informou Penner, desde 2003, o ramo cresce 20% ao ano.
“O segurado deverá analisar com cautela as condições contratuais para ficar ciente das coberturas, riscos cobertos e excluídos, que está contratando”, orientou. Segundo o representante do Detec, os sinistros (pagamento de indenizações) mais comuns no período de férias são referentes a danos causados por descargas elétricas.
Acima da média
Segundo o gerente de Produtos de Ramos Elementares da Porto Seguro, Eduardo Marcelino, na empresa a procura pelo produto aumenta 20% no período de férias.
Continua depois da publicidade
“De dezembro a janeiro, e até fevereiro, existe uma preocupação muito grande com o fator segurança em virtude da ausência das pessoas”, explicou, adicionando que o pagamento de sinistros também aumentam nessa época. “Não na mesma proporção. E o grande problema são danos eletrônicos, porque tem muita queda de raio”, afirmou.
Marcelino explicou que, a partir do momento que a pessoa firma o acordo de prestação de serviço com o corretor, mesmo que o contrato ainda não tenha chegado em sua casa (o que leva cerca de cinco dias), já pode fazer as malas e viajar tranqüilo.
“Para ter a proteção basta ter o número da apólice”, adicionou.
Continua depois da publicidade
Sem aumento da procura
A Marítima Seguros, por sua vez, informou por meio de sua assessoria de imprensa que não existe um aumento da procura da proteção agora no verão. Isso porque, como os trâmites demoram até um mês para serem realizados, as pessoas costumam ir atrás do produto antes do período de férias.
No entanto, ainda não foi efetuado o balanço de dezembro, com os números que seriam correspondentes ao efeito da estação do ano.