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SÃO PAULO – De acordo com pesquisa realizada pela organização não-governamental WWF Brasil em parceria com o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), por conta da comemoração, na última quinta-feira (05), do Dia Mundial do Meio Ambiente, 31% dos consumidores brasileiros ainda usam apenas o preço como critério na hora das compras.
As regiões campeãs de consumidores com este perfil são o Nordeste e o Sul, com 37% e 32%, respectivamente. No que diz respeito às classes sociais, 46% da classe D/E compra desta forma.
Entretanto, 50% da população tenta considerar preço e qualidade. Além de procurar por produtos que venham em embalagens recicláveis e respeitem critérios ambientais e sociais. Aqui, mais de 50% das pessoas maiores de 25 anos procuram adotar este critério. O número de homens e mulheres com esse perfil é praticamente o mesmo, 50% e 51%, nesta ordem.
No que diz respeito às regiões, 54% dos moradores do Sudeste e 53% da população do Centro-Oeste procuram adotar tal prática. Nas classes sociais, os índices são de 61% para A/B, 52% C e 36% D/E.
Apesar dos números positivos, apenas 6% dos entrevistados declararam prestar atenção se os produtos de uma determinada marca são ligados à alguma empresa que não respeita o meio ambiente ou questões sociais.
Alimentos
Ainda segundo a pesquisa, grande parte dos consumidores procura dar preferência aos alimentos crus, orgânicos e produzidos na mesma região onde vivem, do que aos congelados. Esse hábito é verificado, sobretudo, nas classes D e E onde o percentual é de 61%.
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Para o coordenador do Programa de Educação Ambiental do WWF Brasil, Irineu Tamaio, esse é um hábito importante para a saúde do planeta. “Um produto congelado tem um impacto maior na natureza, quanto mais lixo você produz, ou quanto mais energia você gastou para congelar aquele produto, naturalmente aquele produto terá um impacto maior”, explicou.
O coordenador ainda acrescentou que a maioria das pessoas que preferem produtos naturais faz suas compras em feiras ou pequenas mercearias.