Na expectativa da ata do Copom, juros futuros abrem em alta

Taxas de curto prazo são negociadas na estabilidade, enquanto que no longo prazo, assiste-se à leve elevação

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SÃO PAULO – Em meio a um último fechamento no qual se assistiu a uma estabilidade nas taxas de curto prazo e uma diminuição nas de longo – com aposta de uma contração na política monetária -, as taxas dos principais contratos de DI futuro negociados na BM&F Bovespa abrem esta sessão de quarta-feira (27) com tendência semelhante.

Na agenda desta sessão, o tom aos negócios é dado pela reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e pela divulgação de dados inflacionários domésticos. Lá fora, olhos atentos a números norte-americanos imobiliários e ao segundo dia de reunião do Fomc (Federal Open Market Committee). 

O IPC-Fipe ( Índice de Preços ao Consumidor), referente à terceira quadrissemana de janeiro, apontou inflação de 1,16%, taxa 0,31 ponto percentual acima da registrada na medição anterior. De acordo com a última edição do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, o mercado projeta variação positiva de 0,70% para o resultado mensal. 

Ocorrerá também o segundo dia de reunião do Copom, que decide o rumo da taxa básica de juro  do País. É consenso entre os analistas do mercado que a taxa Selic deve ser mantida nos atuais 8,75% ao ano, sendo que a maior expectativa fica para o comunicado do encontro, que pode dar sinais sobre um possível ciclo de aperto monetário. 

Cenário externo
Nos EUA haverá a divulgação do New Home Sales, que mede o número de casas novas com compromisso de venda no país. Já a EIA (Energy Information Administration) divulga a medição dos estoques de petróleo. 

Ademais, haverá o segundo dia de reunião do Fomc, com a divulgação da decisão sobre a taxa de juros do país. Não há expectativa de aumento na Fed Funds Rate, que atualmente está entre 0% e 0,25% ao ano, já que na última ata o Federal Reserve prometeu manter juros baixos por um longo período de tempo. 

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No entanto, o mercado aguarda sinalizações sobre quando e como a autoridade monetária dará início à retirada de estímulos à economia dos Estados Unidos. 

Também haverá testemunho do secretário do Tesouro norte-americano, Timpthy Geithner, sobre a AIG. No final da noite, os EUA param para assistir ao discurso anual do presidente do país, Barack Obama, em sessão conjunta do Congresso. 

Contrato de janeiro de 2011 indica taxa de 10,41%
O contrato de juros de maior liquidez nesta sessão, com vencimento em janeiro de 2011, aponta uma taxa de 10,41%, 0,01  ponto percentual acima do fechamento de terça-feira. O número de contratos negociados chega a 23.995. 

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A seguir confira as taxas dos principais contratos de DI futuro na BM&F: 

 Vencimento   Taxa atual   Taxa Anterior   Diferença   Contr Neg 
 Abril de 2010 8,71 8,71 0,00 1.005 
 Maio de 2009 8,79 8,79 0,00 65 
 Julho de 2010 9,19 9,18 +0,01 12.510 
 Janeiro de 2011 10,41 10,40 +0,01 23.995 
 Julho de 2011 11,28 11,27 +0,01 10