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SÃO PAULO – Na esteira do bom humor verificado no mercado internacional frente ao rol de referências favoráveis, o Global 40 e o risco-Brasil fecharam com recuo nesta quarta-feira (23). A trajetória ascendente foi fundamentada em resultados corporativos acima do esperado pelo mercado, plano de socorro às agências hipotecárias norte-americanas e queda no preço do barril de petróleo.
A temporada externa de balanços trimestrais trouxe bons números de importantes companhias como McDonald´s, AT&T e Yahoo!. Além disso, os investidores aguardaram com otimismo a aprovação do plano de socorro a Freddie Mac (+11,34%) e Fannie Mae (+11,86%) pelo Congresso.
Paralelamente, a publicação do Livro Bege do Federal Reserve não trouxe grandes surpresas aos mercados, garantindo a continuidade dos ganhos externos. O documento voltou a destacar que a economia enfrenta período de desaceleração e as pressões inflacionárias vêm em uma crescente, além da deterioração das condições no mercado de trabalho.
As ocorrências positivas incorporaram maior tranqüilidade à renda variável internacional nesta sessão. Desta maneira, houve uma retração na procura pelo Global 40 devido à segurança oferecida pela aplicação. Vale ressaltar que a relação das variações da nota de dívida externa brasileira com o movimento dos Treasuries determina o indicador de risco-país.
Global 40 e risco-Brasil recuam
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, opera em baixa de 0,26% na tarde desta quarta-feira, cotado a 133,05 centavos de dólar.
O indicador de risco-Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan opera a 219 pontos-base, queda de 1 ponto em relação ao fechamento anterior.
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Confira abaixo a cotação do principal ativo da dívida externa brasileira:
| Ativo | Último | Anterior | Var % |
| Global 40 | 133,05 | 133,40 | -0,26 |