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SÃO PAULO – A moeda norte-americana encerra em queda nesta sexta-feira diante dos indicadores conjunturais favoráveis que trouxeram otimismo ao mercado cambial.
Cenários internos e externos positivos
Externamente, o destaque ficou com os fracos números de criação de postos de trabalho nos EUA no mês de setembro. O Employment Report do Departamento de Trabalho dos EUA apontou a criação de 96 mil, ante aos 150 mil estimados e os 128 mil em agosto.
Neste sentido, os indicadores conduzem para as perspectivas de gradualismo na condução da política monetária dos EUA pelo Federal Reserve.
Internamente, o destaque fica com a desaceleração da inflação apontado, desta vez, pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), que registrou alta de 0,33% em setembro, ante 0,69% em agosto. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou uma variação positiva de 0,17% em setembro.
Desta forma, a forte desaceleração pode alterar a conduta de aperto monetário pelo Banco Central, ainda preocupado com os patamares do petróleo.
Dólar encerra em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,8260 na compra e R$ 2,8290
na venda, forte baixa de 0,77% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
3,0690, representando um ágio de 8,60%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,12% em outubro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,52%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.849,
forte baixa de 0,84% em relação ao fechamento
de R$ 2.873
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,02%,
atingindo R$ 2.875 frente
à R$ 2.904 do fechamento de
quinta-feira.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,95% para dezembro de 2004, mesmo patamar em relação ao fechamento da sessão anterior. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2005, encerrou a 1,21%, com alta de 0,01 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.