Na base do estímulo, China desponta como o motor da recuperação global

Espera por medidas do governo puxa bolsa local à máxima desde agosto; analistas veem forte crescimento, mas dúvidas

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SÃO PAULO – Boa parte do otimismo desta segunda-feira (13) veio da China. A expectativa é que o gigante asiático deva ampliar suas medidas de estímulo, fator que ajudou a puxar a cotação dos metais básicos e injetou ânimo na bolsa brasileira. As apostas de fato apontam a China como motor da recuperação da economia global, o que é positivo para o Brasil.

“Os números são desanimadores na comparação anual, mas refletem uma queda muito tímida frente a uma base elevada. Em termos sequenciais, as exportações estão crescendo novamente”, avalia relatório do Bank of America/ Merrill Lynch.

O fôlego e as proporções do gigante asiático são interpretados por alguns como certa garantia para alguns setores contra a crise, entre eles o de mineração. Dados divulgados no final de semana apontaram que as importações de minério de ferro pela China atingiram maior volume da história no mês passado, 52,08 milhões de toneladas métricas, alta de 11% na comparação com fevereiro e 46% na base anual.

Alguns poréns

Ainda assim, este movimento recente vem cercado de alguns poréns. Na questão do mercado de minério, pode indicar que as usinas estão comprando pesado do mercado spot, cujos preços estão em baixa, uma vez que as negociações para definir o valor dos contratos de longo prazo ainda estão indefinidas. Outro ponto que gera debate é a expectativa com os aportes do governo.

“A fase de recuperação das exportações não deve ter vida longa. A próxima fase de crescimento deve ser guiada pelos estímulos do governo”, afirma o BoA/ Merrill Lynch, que acredita que este movimento “não é sustentável, pois estímulos do governo não duram para sempre”.

Motor da recuperação

Ainda assim, as projeções resgatam a ideia de desaceleração tímida frente a base elevada. A equipe de análise do banco acredita que os dados confirmem crescimento próximo de 5,7% na economia chinesa no primeiro trimestre deste ano, após avanço de 6,8% no último trimestre do ano passado.

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Com o otimismo gerado pelos planos de estímulo, os índices acionários da China chegaram ao maior patamar desde 20 de agosto do ano passado. Assim como o BoA/ Merrill Lynch, o colunista Peter Boockvar destacou o gigante asiático nesta segunda-feira, para ele, “motor do crescimento”.