Mundo X: MMX cai 4% com possível multa bilionária; Eneva, ex-MPX, sobe 4,8%

Ainda entre os destaques, OGX recua apesar de indicações que empresa estaria em negociação com Exxon para transferência de participação em bloco

Publicidade

SÃO PAULO – O Grupo EBX mais uma vez ganha destaque na bolsa, em meio à uma série de notícias envolvendo as empresas de Eike Batista. Chama atenção nesta terça-feira (17) as ações da MMX Mineração (MMXM3, -3,98%, R$ 1,69) e OGX Petróleo (OGXP3, -2,63%, R$ 0,37), que figuravam entre as maiores quedas do Ibovespa às 11h00 (horário de Brasília), ao passo que os papéis da OSX Brasil (OSXB3) e Eneva, ex-MPX Energia, (MPXE3), que são negociados fora do índice, operavam em fortes ganhos. 

No caso da MMX, reflete a informação de que a empresa poderá ser cobrada por não cumprir um contrato de transporte de minério de ferro firmado com a ferrovia MRS Logística, de acordo com o Valor Econômico. O valor da multa poderá chegar a R$ 1 bilhão. 

Além disso, um relatório divulgado na véspera pelo Bank of America Merrill Lynch, referente à teleconferência realizada dia 10 de setembro para detalhar a transação de venda do Superporto Sudeste, apontava que ainda há dúvidas sobre o acordo. Os analistas citaram entre os pontos que ainda precisam de esclarecimento: a tarifa a ser praticada no Porto, o início das operações do ativo – embora tenha sido mencionado que o primeiro semestre de 2014 era viável -, e as dúvidas potenciais com fornecedores para a expansão da mina. 

Já em relação à OGX, informações do Valor indicava que a empresa estaria em negociação com a Exxon Mobil para a transferência de 50% na participação no bloco POT-M-475, de acordo com fontes ouvidas pela publicação. A Exxon deve ser a operadora da área, que foi arrematada pela petrolífera de Eike na 11ª Rodada da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) em maio. 

Eneva e OSX em alta
Do lado positivo, ganha força as ações da Eneva depois que a empresa concluiu, na véspera, o aumento de capital de R$ 800 milhões, em razão da subscrição e total integralização de 124.031.007 novas ações ordinárias. 

Segundo a equipe de análise da Planner Corretora, a notícia é positiva, porém já esperada. A subscrição se deu ao preço de R$ 6,45 por ação, acima, portanto, do fechamento de ontem, de R$ 5,73. Com isso, a empresa alemã E.ON passou a deter 37,9% do capital social da empresa, ao passo que Eike reduziu sua participação para 23,9%. 

Continua depois da publicidade

Reflete ainda a informação de O Estado de S. Paulo de que a empresa japonesa Marubeni pode comprar participação remanescente de Eike na Eneva. De acodo com fontes ouvidas pela publicação, o empresário estaria em negociações avançadas para vender sua participação. A Eneva, entretanto, enviou à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nesta manhã comunicado apontando que não houve qualquer avanço ou fato conclusivo sobre as tratativas preliminares de eventual venda de participação de Eike. 

Já sobre a OSX, reportagem de O Estado de S. Paulo informou que a World Fuel Services Singapore entrou com processo contra a OSX e o Grupo EBX na 1ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A ação discute “pagamentos, prestação de serviços e direito civil”. 

A World Fuel é representada legalmente no Brasil pela Tramp Oil e, segundo o jornal, ao que tudo indica atua como fornecedora da OSX e pode ir à Justiça para receber os valores devidos. A OSX também vem sendo atingida pela crise no grupo e principalmente pela OGX, a quem estava atrelada a maior parte de seus contratos.

Continua depois da publicidade

CCX e LLX operam com ganhos de cerca de 1%
Ainda entre as empresas do Grupo EBX, as ações da CCX Carvão (CCXC3, +1,21%, R$ 1,67) e LLX Logística (LLXL3, +1,16%, R$ 1,75) operam em alta nesta sessão. 

No caso da CCX, a empresa prestou esclarecimentos à BM&FBovespa acerca da recente oscilação das ações de emissão da companhia. A CCX afirmou, conforme divulgado em fato relevante no dia 13 de setembro, que sua subsidiária indireta CCX Colômbia celebrou memorando de Entendimentos com a Transwell Enterprises, com vistas a concluir a venda dos projetos de mineração a céu aberto Cañaverales e Papayal, incluindo todos os direitos minerários, estudos, licenças e propriedades de titularidade da CCX, pelo valor aproximado de US$ 75 milhões.