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A administradora de shoppings Multiplan (MULT3) realizou seu Dia do Investidor na última terça-feira (7), reforçando a estratégia de crescimento e a qualidade de seus ativos.
Na avaliação da XP Investimentos, os principais destaques foram a concentração da opcionalidade de expansão em ativos dominantes, com Brasília em evidência, enquanto novos projetos a partir de 2027 dependem de uma melhora do ambiente macroeconômico e fiscal.

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A casa também aponta que shoppings de maior porte tendem a continuar apresentando desempenho superior ao de ativos menores, especialmente em um cenário de reforma tributária. O projeto Golden Lake segue como um importante vetor de geração de valor no longo prazo, com 76% dos lançamentos já realizados e margens mais elevadas nas fases mais recentes. Além disso, as decisões sobre o mix de lojistas continuam sendo orientadas por dados, com foco no público mais jovem.
Para a XP, o evento reforça a tese de investimento, ainda que com poucos catalisadores adicionais no curto prazo. As novas expansões seguem atrativas, mas claramente dependentes do cenário macroeconômico, enquanto a dinâmica do setor continua favorecendo a base de ativos de alta qualidade da Multiplan. Nesse contexto, a Multiplan permanece como um nome defensivo, orientado por qualidade e bem posicionado para crescimento de longo prazo.
Já Goldman Sachs destaca que Multiplan transmitiu a impressão de uma companhia focada em crescimento externo como forma de impulsionar retornos. O encontro concentrou-se principalmente em expansões e revitalizações, após a empresa encerrar um ciclo de três anos de investimentos de R$ 541 milhões, no qual 19 dos 20 shoppings do portfólio receberam capex.
A Multiplan destacou que suas expansões buscam taxas internas de retorno reais, sem alavancagem, de 12%, e que cinco revitalizações recentes — New York City Center, BarraShopping, ParkShoppingBarigüi, DiamondMall e Pátio Savassi — geraram yields de aluguel de 9,6% considerando o novo aluguel sobre o capex investido. A companhia pretende manter esse ritmo, com três projetos previstos para entrega em 2026 e outros três, que somam 30 mil m², prestes a serem lançados. Embora não haja compromissos com projetos greenfield, essa possibilidade segue no radar.
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O Goldman destaca que as melhorias nos ativos podem ser um importante vetor de qualidade do portfólio. Segundo análise mais recente do 4T25, a Multiplan tem a maior exposição a shoppings AAA e A dentro da cobertura da sua cobertura, com 28% e 51% do NOI (receita líquida operacional de imóveis), respectivamente, somando 79%.
O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra para Multiplan, com preço-alvo de R$ 33.
O BTG Pactual, por sua vez, avalia que a administradora reforçou o uso da gestão ativa do portfólio como principal alavanca de criação de valor, com melhora na qualidade dos ativos e desempenho superior ao do setor. A estratégia inclui a otimização do mix de lojistas para elevar o fluxo e a atratividade dos shoppings, além de antecipar tendências de consumo, apoiada pela recente revitalização da maior parte do portfólio.
O banco considera que a alavancagem atual é adequada e oferece flexibilidade para alocação de capital, mesmo em um ambiente de juros mais restritivo para uma expansão mais acelerada. O pipeline contempla projetos de expansão e empreendimentos de uso misto, com destaque para a adição de nova ABL (Área Bruta Locável) e lançamentos relevantes.
As margens seguem elevadas, com NOI acima de 90%, sustentadas por ganhos de eficiência e recuperação de despesas. A reforma tributária é vista como um fator positivo. O BTG manteve recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 28.
Segundo Itaú BBA, o portfólio da Multiplan continua a superar seus pares em crescimento de vendas, impulsionado pela execução impecável. A administração destacou que os shoppings da empresa têm apresentado consistentemente um crescimento de vendas para os lojistas superior ao de seus concorrentes privados acompanhados pela ABRASCE, refletindo investimentos em revitalização/expansão de shoppings, apoio aos lojistas por meio de descontos no aluguel, execução eficiente de estratégias de reabertura após os lockdowns e um forte foco em eventos.
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O Itaú BBA também reiterou classificação de compra e preço-alvo de R$ 37, com as ações negociadas a 12,6 vezes e 10,0 vezes o P/FFO (Preço sobre geração de caixa operacional) ajustado para 2026 e 2027.