Multa não deve colocar construção de superporto da LLX em xeque

Carlos Minc, secretário de Meio Ambiente do Rio, já salientou que não quer que as obras do superporto do Açu parem

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SÃO PAULO – A LLX Logística (LLXL3) deve receber uma multa por ter salinizado água doce no Rio de Janeiro, causando prejuízo aos agricultores de São João da Barra. A punição não tira a confiança do mercado em relação ao andamento e sustentabilidade do projeto do superporto do Açu – uma das maiores obras de infraestrutura no Brasil. 

“Tem que ver o quanto a multa vai pesar no financeiro da LLX, mas é difícil que isso venha a interferir na construção do projeto”, salienta Henri Evrard, analista da Infinity Asset. Ele lembra das palavras do secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, que destacou que essa multa não deve atrasar ou impedir a construção do projeto da empresa de Eike Batista. 

“E essas palavras dão uma certa garantia para o investidor, que se tem um compromisso do governo, acredito que não bota o projeto em risco”, diz o analista. Mesmo que a empresa tenha sido considerada culpada, não se sabe qual será a punição – o que pode impactar nos próximos resultados, principalmente por elevar os custos para impedir a salinização de continuar ocorrendo. 

“Mas há uma grande dúvida em relação à multa, é difícil quantizar, não estão se falando em valores no momento, é muito complicado tomar uma decisão com base nisso no momento”, avalia Evrard. Ele considera que a correção da véspera foi normal, uma queda de 4,28% é comum para uma empresa que tinha tido um rali de mais de 50% desde novembro.  

Ele, porém, lembra que a empresa tem um potencial de alta muito grande: o Bank of America, na época em que Eike queria realizar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para tirar a empresa da bolsa, avaliou cada ação em R$ 6,94 e R$ 7,63. O megaempresário, certamente, via parte desse potencial para mantê-la só para si. E isso ocorreu antes do fechamento de importantes contratos com General Electric e V&M, que fizeram os papéis da empresa dispararem.

A XP Investimentos concorda com a opinião de Evrard. “Em nossa visão, o case da LLX não foi alterado, mesmo com o ruído provocado pela notícia no curto prazo”, afirmam os analistas da corretora. Eles acreditam que existe a possibilidade de que a empresa de Eike recorra à decisão.