Mudanças no comércio do Mercosul beneficiam pequenas empresas

Uma das medidas previstas pelo governo brasileiro é a criação do Fundo de Apoio a Pequenas e Médias Empresas

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SÃO PAULO – Este semestre é a vez do Brasil ocupar da Presidência Pro Tempore do Mercosul. E o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, já explicou suas pretensões.

Ele vê urgência na eliminação da dupla cobrança de tarifas de importação entre os países do Mercosul, para facilitar as negociações externas do bloco, como as que ocorrem no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). A mudança deve abrir novas oportunidades para o desenvolvimento integrado das cadeias produtivas regionais e terá efeitos positivos no comércio intrazonal.

Plano para equilibrar Mercosul

Amorim ainda anunciou a definição de um Plano Estratégico para a Superação das Assimetrias (diferenças atualmente existentes no nível de desenvolvimento de cada um dos países que compõem o bloco – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que tem por objetivo equilibrar o Mercosul, de forma que ele seja benéfico a todos.

Entre as medidas para combater as assimetrias, está o Fundo de Apoio a Pequenas e Médias Empresas. Segundo o ministro, é preciso avançar quanto ao apoio a empreendedores, com a aprovação de um sistema de garantias que facilite a obtenção de crédito nas instituições financeiras por pequenos empreendedores.

Também faz parte do plano o Focem (Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul), cujo impacto já é sentido em comunidades carentes de habitação, saneamento, energia, transporte e capacitação, de acordo com Amorim.

Outra medida importante para a gestão brasileira é a adesão da Venezuela ao Mercosul, o que deve ocorrer ainda este ano. “O ingresso definitivo da Venezuela dará vértebra à integração sul-americana. Um Mercosul que se estenda do Caribe à Terra do Fogo, com grande potencial produtivo, capacidade energética e diversidade climática e biológica, terá grande peso nas relações internacionais”.