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SÃO PAULO – Com o anúncio do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos, feito nesta sexta-feira (31), o governo norte-americano divulgou também as mudanças no cálculo do indicador – e quais os seus efeitos nos números divulgados anteriormente, que vão até 1947.
Os novos números, recalculados com base em dados melhores do que os previamente disponíveis, trouxeram algumas surpresas para os analistas. Com esses novos dados, o início da recessão ficaria mais claro – e também a sua gravidade.
Segundo o jornal NY Times, a recessão foi pior do que inicialmente se pensava. Com a nova metodologia, entre o primeiro trimestre de 2007 e o primeiro trimestre de 2009, o PIB dos Estados Unidos não caiu a uma taxa anual de 2,8%, como se pensava, e sim a 4,3%.
Uma das principais diferenças foi no cálculo de gastos. Os gastos totais não devem se alterar, mas as divisões entre os setores de consumo devem mudar consideravelmente. Os custos com saúde, por exemplo, vão diminuir – mas porque o governo passou a desconsiderar no cálculo uma porcentagem do que é pago em seguro-saúde, que é absorvida pela seguradora como lucro.
Consumo
Com os resultados divulgados nesta sexta-feira, o consumo foi menor do que o previamente divulgado, especialmente em bens duráveis. Investimentos também foram revisados para baixo. Os gastos em estruturas não residenciais, por exemplo, caíram a 13,1%, e não a 9,4%, como se pensava.
Outra mudança no cálculo é o dinheiro de grandes desastres naturais. Este novo cálculo deve apontar um aumento na renda (tanto de pessoas físicas quanto de empresas) em trimestres que enfrentaram desastres naturais desde 1971.
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Mas, de acordo com o novo cálculo, o crescimento dos Estados Unidos entre o terceiro trimestre de 2001 (sua maior baixa) e o quarto trimestre de 007 foi de 18,1%, em vez dos 17,7 calculados anteriormente. O crescimento anualizado da economia norte-americana desde 1947 também mudou – de 3,243% para 3,257%.