Mudança na postura do Fed e Intel derrubam bolsas americanas

Temor de que ação do Fed resulte em menor crescimento econômico afeta mercados; Intel é destaque de queda

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SÃO PAULO – Os principais índices acionários norte-americanos fecharam o pregão desta quarta-feira em baixa. O temor de que a alteração da estratégia do Fed, que agora passará a focar suas atenções não somente no crescimento da economia, mas também na inflação, afetou o mercado. Além disso, a mudança na recomendação da Intel por parte do Salomon Smith Barney derrubou as ações da fabricante de semicondutores e afetou o setor de tecnologia.


Housing Starts ficam acima do esperado

O Departamento de Comércio norte-americano publicou nesta quarta-feira o indicador de Housing Starts, para o período de 12 meses encerrado em fevereiro de 2002. O indicador mede o número de casas que começam a ser construídas nos EUA, e serve como indicador do nível de atividade econômica do país.

Acima das expectativas dos analistas de mercado, o índice registrou taxa de crescimento de 2,8%, a maior taxa desde dezembro de 1998. Este crescimento pode ser atribuído ao aumento da construção de casas para solteiros, que teve uma taxa de crescimento de 7,4%, a maior registrada desde dezembro de 1978.

O Housing Starts é importante porque um número crescente de casas que começam a ser construídas pode indicar que a economia está aquecida. Aliado a outros indicadores, o Housing Starts vem confirmando as impressões do Fed, Banco Central norte-americano, de que a economia norte-americana inicia sua recuperação.

Intel foi destaque de baixa.

A revisão das expectativas de lucro da Intel para o segundo trimestre de 2002, anunciada pelo banco de investimentos Salomon Smith Barney, foi o principal fator que derrubou as ações da empresa.
Os papéis da maior fabricante de semicondutores do mundo, e única empresa integrante dos três mais importantes índices de ações dos EUA (Dow Jones, Nasdaq e S&P), registraram a maior queda dentre os papéis do Dow Jones, caindo 3,75% e fechando cotadas em US$ 30,53.

Somente três ações do Dow Jones fecharam em alta

Apenas três ações do índice Dow Jones fecharam em alta. Os papéis da Coca-Cola fecharam a US$ 49,41, com alta de 0,43%. As ações da Home-Depot, maior varejista de material de construção nos EUA, encerraram o pregão cotadas a US$ 49,64, alta de 0,28%. Por fim, os papéis da Philip Morris encerraram comercializadas a US$ 52,03, valorização de 0,23%.

O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, caiu 1,26% chegando a 10.502 pontos e acumulando no ano uma alta moderada de 4,79%.

Nasdaq e S&P seguem Dow Jones

O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 2,55% a 1.833 pontos, acumulando no ano forte baixa de 6,02%. As principais baixas ficaram com a fabricante de semicondutores NVIDIA Corporation (-9,93%), empresa de software VeriSign (-9,30%), e a fabricante de software de gestão Siebel Systems (-9,25%). Em sentido oposto, os destaques de alta ficaram com a Brocade Communications (3,21%), e com a empresa de tecnologia Network Appliance (0,81%).

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 1,58% atingindo 1.152 pontos. O destaque de baixa ficou com o laboratório Bristol Myers, que encerrou o pregão com queda de 15,56% em seu papéis. Por outro lado, o destaque positivo ficou por conta das ações da Lucent Technologies, que encerraram o pregão com alta de 4,41%.


%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Dow Jones -1,26 10.502 +6,04 +4,79
S&P 500 -1,58 1.152 +4,32 +0,33
Nasdaq C -2,55 1.833 +1,54 -6,02