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SÃO PAULO – As ações da OGX Petróleo (OGXP3) registram forte queda nesta quarta-feira (29), após a empresa revelar alterações em sua diretoria. Conforme comunicado ao mercado, o diretor de exploração Paulo Ricardo deixa o cargo para dar lugar à Paulo de Tarso Martins Guimarães.
Segundo cotação das 11h04 (horário de Brasília), a ação registrava perdas de 7,33%, aos R$ 6,07. No entanto, o papel chegou a uma desvalorização de até 9,16% nesta manhã, aos R$ 5,95.
“Toda mudança relacionada à direção da companhia, que está em cima de projetos, gera desconfiança no mercado”, dizem Bruno Piagentini e Marco Aurélio Barbosa, da Coinvalores. Isso acontece independente da capacidade técnica do novo diretor, afirmam, já que incrementa ainda mais a desconfiança que já existe entre o mercado e a empresa.
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Mudanças na diretoria
O novo diretor ingressou na empresa em 2010 como gerente executivo de novas áreas, mas desde abril atuava como gerente executivo de exploração. Ainda segundo a assessoria de imprensa da petrolífera, Edmundo Marques e Luiz Reis, gerentes executivos, também deixaram a empresa.
Mais cedo, o colunista da Veja Lauro Jardim publicou que Paulo Mendonça, ex-presidente da OGX, foi demitido. Após o anúncio sobre a produção abaixo do esperado no campo de Tubarão Azul, Mendonça foi retirado do cargo e era mantido como assessor especial de Eike. Luiz Carneiro foi conduzido para o seu lugar, com a missão de consolidar a capacidade de produção da empresa.
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Longe da recuperação
A ação até o momento está longe de se recuperar do momento em que a produção em Tubarão Azul decepcionou, no final de junho. Considerando a cotação do último fechamento, o papel ainda deve se valorizar 27,8% para alcançar o valor de antes do comunicado, quando era cotada a R$ 8,37.
O mercado também não expressa muita confiança na empresa. Nesta semana, o UBS atualizou suas projeções com novos atrasos na campanha exploratória de petróleo e na entrega de plataformas, o que aumenta as incertezas com a empresa. Assim, os analistas da instituição reduziram o preço-alvo para os papéis da petrolífera, passando de R$ 7,50 para R$ 7,20, com recomendação neutra.