Rebalanceamento

MSCI tira M.Dias Branco e inclui Hapvida em sua carteira: saiba como aproveitar essa mudança

Fundos passivos no mundo todo seguem os índices acionários do Morgan Stanley e movimentam o mercado quando eles mudam

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SÃO PAULO – O Morgan Stanley Capital Internacional (MSCI) anunciou na quinta-feira (7) o rebalanceamento semi-anual que ocorrerá em 26 de novembro nos seus índices. A alteração mais relevante para os investidores brasileiros é a que ocorrerá no MSCI Emerging Markets, em particular, entre as ações de países da América Latina.

O Brasil perderá uma ação, a M.Dias Branco (MDIA3), que será substituída por Hapvida (HAPV3). Isso gera uma oportunidade de investimento muito interessante, uma vez que os índices MSCI são utilizados como referência para diversos fundos passivos de investimento ao redor do mundo.

Na prática, isso quer dizer que quando a composição da carteira de um índice MSCI muda, os fundos que o seguem precisam comprar ou vender ações para se adequar.

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Por causa dessa mudança de novembro, fundos passivos nacionais e internacionais que têm o MSCI Emerging Markets como referência precisarão vender ações da M.Dias Branco e comprar papéis da Hapvida. Como esses fundos movimentam muito dinheiro, haverá pressão compradora nas ações que entram no índice e vendedora nos que saem.

A previsão é de que haja um fluxo positivo de US$ 201 milhões em HAPV3, o que corresponde a um volume negociado durante 7 sessões. Já para os ativos MDIA3, a pressão vendedora seria de US$ 64 milhões, o corresponde ao volume negociado durante 10 sessões.

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Um modo interessante para o investidor aproveitar o rebalanceamento na carteira do MSCI é comprar HAPV3 e vender MDIA3 durante as próximas semanas. Vale destacar que, na sessão desta sexta, os papéis HAPV3 registravam alta de 1,70%, enquanto MDIA3 tinha baixa superior a 2%.

Mas não foi essa a única alteração feita pelo MSCI. O índice de emergentes também aumentou consideravelmente sua exposição em ações de empresas chinesas, o que leva a uma transferência de US$ 1,7 bilhão de capital que estava investido na América Latina para o gigante asiático, que responderá por 33,7% da composição do índice contra os atuais 32,2%.

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Essa alteração é a última etapa do plano que o MSCI anunciou em setembro do ano passado de quadruplicar a contribuição de ações de empresas da China em seu índice.

O peso da América Latina, por sua vez, cairá de 11,7% para 11,3%. A Argentina terá três ações de empresas do país removidas do índice. É o caso da BPAR Tecnologia, da PAM e da Transportadora de Gas del Sur (TGS).

A Colômbia também perderá importância no índice. Serão removidas duas ações de companhias colombianas, a do Grupo de Inversiones Suramericana e a da Cementos Argos.

Com o rebalanceamento, o Brasil agora responderá por 64,5% da carteira latino-americana, seguido pelo México, com 21%, Chile (6,9%), Colômbia (3,3%), Peru (3,1%) e Argentina (1,2%).

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