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As ações da MRV (MRVE3) operavam com alta nesta sexta-feira (10), após a cosntrutora reprotar geração de caixa operacional de R$ 19,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26) na operação de incorporação, revertendo as queimas observadas nos trimestres anteriores. Considerando a venda de recebíveis, a geração de caixa alcançou R$ 121 milhões no período, acumulando R$ 116 milhões nos últimos 12 meses. Às 10h14, os papéis da construtora subiam 4,64%, cotados a R$ 5,19.
Em relatório, assinado pelos analistas Bruno Mendonça e Wellington Lourenço, o Bradesco BBI considerou os números ligeiramente positivos, principalmente pela retomada da geração de caixa, um dos principais pontos de atenção da tese nos últimos anos.

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“A evolução da operação brasileira reforça que a companhia vem avançando gradualmente em sua disciplina operacional e financeira”, escreveu a dupla. Por outro lado, a Resia continua sendo o principal fator de incerteza para a tese de investimento, uma vez que o processo de redução de ativos e eventual encerramento das operações ainda pode gerar volatilidade nos resultados e limitar a visibilidade dos resultados no curto prazo.
“Apesar desses riscos, a melhora gradual dos indicadores operacionais e financeiros sugere que a trajetória da companhia segue evoluindo na direção correta, enquanto o valuation das ações permanece bastante descontado frente ao seu valor patrimonial”, aponta o BBI.
O Bradesco BBI manteve recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 14.
A XP Investimentos, por sua vez, avaliou a prévia operacional como ligeiramente negativa do ponto de vista operacional, mas forte na geração de caixa. “Embora vendas e lançamentos tenham vindo abaixo das nossas expectativas, acreditamos que os investidores irão focar na geração de caixa e em sua trajetória adiante”, comenta a casa.
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Olhando para o futuro, a XP prevê um terceiro trimestre forte em geração de caixa, à medida que a companhia se desfaz dos ativos da Resia, vende menos unidades via financiamento direto e melhora sua geração de caixa na MRV Inc.
O Itaú BBA manteve recomendação market perform (equivalente a neutra) para as ações da MRV (MRVE3), com preço-alvo de R$ 8,50 para os próximos 12 meses. Na avaliação dos analistas Elvis Credendio, Daniel Gasparete, Mariangela Castro e Juliana Veiga, a companhia apresentou um desempenho sólido de vendas nas operações do Minha Casa Minha Vida (MCMV), apesar do menor volume de lançamentos.
Por outro lado, o principal indicador para a tese de recuperação da empresa — a geração de caixa — voltou a ficar abaixo das expectativas do banco no segundo trimestre de 2026, resultando em um trimestre considerado mais fraco.
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Embora o Itaú BBA espere uma nova desalavancagem do balanço no terceiro trimestre, impulsionada pelo recebimento dos recursos provenientes das duas vendas de ativos da Resia, os analistas afirmam que ainda é necessário observar uma geração de caixa mais robusta nas operações brasileiras e novos avanços na monetização de ativos da subsidiária nos Estados Unidos antes de adotarem uma visão mais positiva para o papel.
Apesar da queda acumulada de 36% das ações da MRV neste ano, o banco prefere permanecer cauteloso até que surjam sinais mais claros de redução da alavancagem. Atualmente, a ação negocia a um múltiplo estimado de 6,2 vezes o lucro de 2026 e 0,6 vez o valor patrimonial tangível.4
O Morgan Stanley também manteve recomendação equal-weight (equivalente à neutra) para as ações da MRV, com preço-alvo de R$ 8,00. Os analistas Alejandra Obregon e Mario Simplicio avaliaram que os indicadores operacionais do segundo trimestre de 2026 vieram em linha com as expectativas do banco.
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Segundo os analistas, os resultados continuam evidenciando a resiliência do segmento de baixa renda, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).
A geração de caixa foi apontada como uma surpresa positiva no trimestre, sustentada principalmente pelas operações da MRV Desenvolvimento, que registrou geração de caixa de R$ 20 milhões, desconsiderando securitizações, e pela Resia, que contribuiu com R$ 15 milhões.
O banco também destacou as vendas de ativos anunciadas pela Resia ao longo do trimestre, avaliadas em cerca de R$ 720 milhões, que deverão fortalecer o balanço patrimonial da companhia ao longo do segundo semestre de 2026.
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Por outro lado, o Morgan Stanley observa que as divisões Urba e Luggo continuam consumindo caixa, embora a Urba tenha apresentado evolução nas vendas líquidas, que alcançaram R$ 127 milhões no trimestre, ante R$ 84 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
Na avaliação de Obregon e Simplicio, a continuidade das melhorias operacionais tende a ser positiva para as ações da MRV, mas os analistas ainda esperam alguma volatilidade para os papéis nos próximos meses, o que justifica a manutenção da recomendação neutra.