MPX sobe mais de 3%; Braskem e Brookfield caem forte; veja mais destaques

Mesmo com queda no lucro, ações da Lojas Renner avançam; Randon quase dobra lucro no trimestre e vê ações subirem mais de 2%

Pecém II (Foto: Divulgação)
Pecém II (Foto: Divulgação)

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SÃO PAULO – Dando continuidade à temporada de balanços, 14 empresas divulgaram seus resultados entre a noite de ontem e a manhã desta quinta-feira (9). 

As ações da Brookfield (BISA3), Braskem (BRKM5), Eletropaulo (ELPL4) são fortemente penalizadas nesta sessão – liderando a ponta negativa do Ibovespa -, após a divulgação dos balanços, enquanto a Lojas Renner (LREN3) aparece entre os destaques positivos.

Os papéis da varejista sobem 1,69%, sendo cotados a R$ 76,83, depois de registrarem ganhos de 2,93%, a R$ 77,76, na máxima do dia. A Lojas Renner registrou uma queda de 39,5% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2013, para R$ 21,6 milhões, impactado pelo efeito não recorrente de perdas e liquidações de estoques. Já a receita líquida consolidada registrou avanço de de 17,6%, para R$ 833,8 milhões, enquanto a receita líquida de mercadorias apresentou um avanço de 17,4%, a R$ 726,7 milhões.

Em relatório, os analistas Juliana Rozenbaum e Vitor Paschoal, do Itaú BBA, apontaram que o resultado foi forte, sustentado por um crescimento de 9,4% nas vendas do segmento mesmas lojas e sólida rentabilidade na divisão de crédito ao consumidor.

Brookfield e Even seguem caminhos opostos na bolsa
No setor de construção civil, duas empresas reportaram seus números, Brookfield e Even (EVEN3). Os papéis das companhias, entretanto, operam em direções opostas na bolsa: as ações BISA3 caem 2,86%, a R$ 2,04, enquanto os ativos EVEN3 sobem 1,65%, a R$ 9,22. 

A Brookfield registrou prejuízo líquido de R$ 47,7 milhões no primeiro trimestre, alta de 192,4% em relação ao resultado negativo em R$ 16,3 milhões obtidos um ano antes. As estimativas do mercado esperavam reversão no resultado da empresa.

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Já a Even registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 51 milhões no primeiro trimestre, o que representou um recuo de 6,1% sobre igual período de 2012. A receita líquida recuou 22% de janeiro a março, na comparação com um ano antes, para R$ 486 milhões.

4 elétricas divulgaram resultados, mas apenas MPX sobe
Entre as elétricas, quatro empresas divulgaram seus números do primeiro trimestre na bolsa de ontem, porém, apenas a MPX Energia (MPXE3) opera em valorização neste pregão. As ações da companhia do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, sobem 2,78%, a R$ 8,88, enquanto os papéis da Eletropaulo, AES Tietê (GETI4) e EDP Energias do Brasil (ENBR3) caem 1,55%, 0,33% e 0,50%, respectivamente, a R$ 7,60, R$ 20,95 e R$ 11,97.

A MPX registrou prejuízo líquido de R$ 250,9 milhões, com forte avanço em relação aos R$ 77,5 milhões na comparação com o mesmo período de 2012. Já a receita operacional líquida da companhia passou de R$ 75,67 milhões nos primeiros três meses de 2012 para R$ 196,09 milhões neste ano, um crescimento de 159,2%. Esse crescimento foi motivado, principalmente, pelo início do contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) de Itaqui e de três das quatro turbinas de Parnaíba I.

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Por sua vez, a Eletropaulo passou de um lucro líquido de R$ 97 milhões no primeiro trimestre de 2012 para um prejuízo de R$ 800 mil neste ano. A receita líquida também apresentou queda, de 7,4%, passando de R$ 2,47 billhões para R$ 2,29 bilhões.

A AES Tietê atingiu um lucro líquido de R$ 185,7 milhões, registrando queda de 24,6% na comparação com os R$ 246,2 milhões observados no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a receita líquida registrou alta de 10,7%, para R$ 598,1 milhões. 

Por fim, a Energias do Brasil faturou no primeiro trimestre R$ 1,85 bilhão, mais de 27,6% do que nos primeiros meses de 2012, informou a empresa em comunicado ao mercado. O lucro líquido da companhia no primeiro trimestre recuou 36,6%, para R$ 90,3 milhões, o que a Energias do Brasil justifica com o prejuízo de R$ 62 milhões da UTE (Usina Termelétrica) Pecém I.

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Randon quase dobra lucro e vê ações subirem mais de 2%
No setor de autopeças, duas empresas reportaram seus balanços: a Randon (RAPT4) e Mahle Metal Leve (LEVE3), mas o desempenho dos papéis caminham em direções opostas. As ações RAPT4 sobem 2,09%, a R$ 13,70, enquanto os papéis LEVE3 caem 2,42%, a R$ 26,60.

A Metal Leve reportou um lucro líquido de R$ 36,5 milhões, uma alta de 2,8% na comparação aos R$ 35,5 milhões observados no mesmo período de 2012. Já a receita líquida de vendas caiu 4,3%, para R$ 544,7 milhões. O Ebitda ajustado, por sua vez, subiu 10,1%, para R$ 93,2 milhões, com a margem Ebitda registrando alta de 2,2 pontos percentuais, para 17,1%.

Já a Randon mais do que dobrou o seu lucro no período, passando de R$ 18,8 milhões dos primeiros três meses de 2012 para R$ 39,7 milhões neste ano. A receita líquida, por sua vez, somou R$ 974,9 milhões, alta de 33%.

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Apesar do crescimento dos lucros, Braskem cai
Outra empresa que quase viu seu lucro dobrar no primeiro trimestre de 2013 foi a Braskem (BRKM5). Entretanto, os papéis não apresentam um bom desempenho na bolsa hoje. A petroquímica encerrou o período com lucro líquido de R$ 227 milhões, 49% acima dos R$ 152 milhões registrados um ano antes.

Em teleconferência realizada nesta manhã, o presidente da companhia, Carlos Fadigas, disse que a Braskem pode ter um impacto positivo de R$ 600 milhões com a redução de impostos anunciada pelo governo em abril para o setor químico.

Os papéis da companhia caem 2,44%, a R$ 16,80, após atingirem queda de 3,72%, a R$ 16,58, na mínima do dia.

Com bom resultado, QGEP sobe
Por sua vez, as ações da companhia petrolífera do grupo Queiroz Galvão (QGEP3) registram alta de 1,89% na bolsa, a R$ 12,41. O lucro líquido da empresa caiu 5,1%, para R$ 65,7 milhões, enquanto a receita líquida cresceu 37,4%, para R$ 131,9 milhões. 

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, os números da empresa são reflexo de uma sólida produção no Campo de Manati e um razoável controle de custo no segmento de exploração e produção. Dessa forma, a empresa bateu todas as expectativas do mercado, avalia.

Além disso, a corretora acrescenta que a companhia continua com uma sólida posição de caixa (reforçada inclusive pelo fluxo de caixa de Manati), conferindo à Queiroz Galvão a capacidade de financiar novos projetos, seja na próxima rodada de licitação da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) ou com parcerios estratégicos.

Mills e SLC: com lucro maior, ações avançam
A Mills (MILS3) vê suas ações subirem 2,81%, a R$ 34,80, após apresentar lucro líquido de R$ 39,3 milhões no primeiro trimestre, 20,2% maior do que o de igual período de 2012.

Já o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 102 milhões, crescimento de 18,2% na comparação anual. A receita líquida de janeiro a março foi de R$ 239,9 milhões, montante 20,5 por cento maior no ano a ano.

Por sua vez, os papéis da SLC registram valorização de 0,90%, a R$ 18,97, refletindo um lucro líquido 40% maior, somando R$ 46,435 milhões no primeiro trimestre.

Operacionalmente, a empresa sofreu com a seca nas suas lavouras de grãos e algodão do Nordeste. Mas, o resultado líquido maior foi impactado positivamente pela redução das despesas financeiras (R$ 29,3 milhões), das menores despesas administrativas e da redução da incidência do imposto de renda.

Com lucro menor, Sonae Sierre opera em queda
Já a Sonae Sierra (SSBR3) reportou queda de 4,7% no lucro líquido, que ficou em R$ 30,82 milhões nos três primeiros meses de 2013, ante R$ 32,33 milhões registrados um ano antes. A receita da companhia que administra shopping center atingiu R$ 64,7 milhões no período, ficando 14,4% acima do primeiro trimestre de 2012, quando fechou em R$ 56,6 milhões.

Em reflexo, as ações da companhia registram desvalorização de 1,55%, a R$ 28,55, após atingirem queda de 1,93%, a R$ 28,44.