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SÃO PAULO – Com as bolsas no exterior ajudando a puxar o movimento, o Ibovespa opera em alta de 0,41% às 13h20 (horário de Brasília) desta terça-feira (19), atingindo os 57.851 pontos. A principal referência fica com os índices norte-americanos, que voltam do feriado e passam, a partir desta sessão, a ter um delay menor em relação à bolsa brasileira – por conta do término do horário de verão.
Entre os destaques corporativos, chama atenção o desempenho das ações da Braskem (BRKM5), que sobem 6,62%, sendo cotadas a R$ 14,82, embora aparentemente não tenha nenhum motivo para justificar essa alta, disse o analista Eduardo Machado, da Amaril Franklin. Na máxima do dia, os papéis chegaram a valorização de 6,83%, indo para R$ 14,85.
Mesmo com fraco desempenho, ações da Oi disparam
Outros papéis que aparecem entre as maiores altas do Ibovespa são os da Oi (OIBR3; OIBR4), mesmo após anunciar um lucro líquido abaixo das expectativas do mercado (confira a recuperssão de outros resultados). As ações ordinárias da companhia sobem 4,82%, sendo cotadas a R$ 8,70, enquanto as preferenciais registraram valorização de 3,77%, indo para R$ 7,43. Na máxima do dia, os ativos OIBR3 chegaram a alta de 5,78%, a R$ 8,78, ao passo que OIBR4 avançou 5,17%, a R$ 7,53.
Com ganhos de R$ 113 milhões, a empresa não atingiu a média das projeções compiladas pelo Portal InfoMoney, de R$ 241 milhões. Para o acumulado do ano, a empresa superou o seu guidance para o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) em 0,6%, mas a receita líquida ficou 2,8% abaixo da meta, enquanto os investimentos de R$ 6,6 bilhões foram 10% maiores que o estipulado inicialmente.
Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, o resultado da empresa é neutro, embora seja nessário fazer algumas ponderações: fracasso de sua estratégia de geração de receita através de aparelhos e tímido guidance para 2013, com previsão de fraco crescimento nas principais linhas.
Mudança no alto comando do Itaú penaliza ações
Do lado oposto, as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) caem 2,08%, indo para R$ 34,81, refletindo possível mudança na instituição financeira, segundo a coluna Radar, da Veja.
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A mudança seria no alto comando do banco, que deve ser anunciada ainda nesta semana por Roberto Setubal, será a saída de Marcos Lisboa do Itaú Unibanco. Lisboa comanda a área de seguros, ouvidoria e riscos internos. Haverá alterações também no comitê executivo do maior banco privado do País.
Com Laep fora da bolsa em breve, ações chegam a alta de 17%
Fora do índice, os ativos da Laep (MILK11) ganham força neste pregão após o conselho de administração da companhia aprovar na noite de ontem a fusão com a Prosperity Overseas, controlada pela Companhia Fabril e Comercial da Angola.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da companhia sobem 17,07%, indo para R$ 0,48, e chegaram na máxima do dia a valorização de 19,51%, sendo cotadas a R$ 0,49. O volume financeiro movimentado com os papéis MILK11 impressiona e atinge a marca de R$ 1,369 milhões, mais de quartorze vezes maior do que a média diária dos últimos 21 pregões (de R$ 94,3 mil). O número de 258 negócios também chama atenção, já que a média é de 39 negócios.
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Pela fusão, a Laep, controladora da marca Parmalat no Brasil, deixará de existir e a Prosperity, com sede nas Bermudas, será sucessora de todas as obrigações conjuntas das empresas.
Ação da MPX inverte perdas em ganhos
Em meio às notícias de venda do controle da MPX Energia (MPXE3) e as expectativas pela divulgação dos resultados do quarto trimestre, que serão revelados após o fechamento do pregão desta terça-feira, as ações da companhia foram penalizadas durante esta manhã. Contudo, os papéis mostram recuperação e registram alta de 3,03%, a R$ 10,53, sendo que chegaram a queda de 4,70% na mínima do dia, a R$ 9,74.
As especulações sobre a venda de pelo menos parte da participação da empresa de energia do grupo EBX começaram no final de semana. Conforme divulgado pela coluna Radar, da revista Veja, o acionista controlador da empresa, Eike Batista, pretendia vender o controle da empresa para a gigante alemã E.ON, que já é dona de 10% da companhia.
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Entretanto, em comunicado ao mercado enviado nesta data, o grupo EBX não confirmou que venderá participação na companhia. O acionista controlador destacou “que está sempre buscando maximizar valor para os seus acionistas e constantemente estuda possibilidades de novos negócios e arranjos societários, sendo certo que, até o presente momento, não há proposta, documento vinculante ou qualquer decisão nesse sentido”.
Abertis, controladora da Arteris, estuda vender divisão de aeroportos
A companhia espanhola de infraestrutura Abertis está estudando a possibilidade de vender a divisão de aeroportos como parte de sua estratégia de diversificação, afirmou o presidente-executivo, Francisco Reynes, nesta terça-feira (19).
A Abertis, que também controla concessionárias rodoviárias, como a Arteris (ARTR3) – antiga OHL Brasil -, e companhias de telecomunicação, contratou Citigroup e AZ Capital para estudar opções para o negócio, que analistas avaliam em cerca de 900 milhões de euros (1,2 bilhão de dólares).
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JBS é notificada por carne de cavalo na Bélgica
O escritório comercial da JBS (JBSS3) na Bélgica foi notificado na segunda-feira de que a empresa teria comercializado a um de seus clientes na Europa carne de cavalo, conforme comprovado por exame de DNA e comunicado ao mercado pela própria empresa.
A carne foi produzida pela empresa alemã Schypke, que não possui nenhuma relação societária ou operacional com o frigorífico brasileiro, e comercializada pela JBS Toledo.
No entanto, a empresa brasileira se exime de culpa e diz que tomará todas as providências legais para garantir que não sofrerá qualquer prejuízo. “Desde o início do fornecimento, todo o processo operacional e logístico foi conduzido pelo produtor alemão, que enviava o produto diretamente ao cliente final.” Além do mais, a empresa lembra que os clientes da JBS Toledo “participaram ativamente” do processo, ao aprovarem os fornecedores europeus selecionados.
Investidor corre para título do BB após quebra de banco holandês
A estatização de um banco de US$ 5 bilhões na Holanda está escoando no mercado de crédito brasileiro. Títulos de dívida subordinada de bancos privados passaram a ter um desempenho pior do que os papéis do Banco do Brasil (BBAS3).
O rendimento das notas subordinadas junior da emissão de US$ 2 bilhões do BB e cupom de 6,25% caiu 4 pontos-base para 6,33%. A taxa de papéis similares do Bradesco (BBDC4) subiu 16 pontos-base no mesmo período, enquanto o dos títulos do Itaú Unibanco teve alta de 5 pontos-base.
CPFL estuda aumento de capital de R$ 5 bi
A CPFL Energia (CPFE3) avalia a possibilidade de fazer uma oferta subsequente de ações que poderá movimentar cerca de R$ 5 bilhões, afirmaram fontes para o Valor.
Para isso, a empresa analisa as condições do mercado e mantém conversas com os bancos que poderão assessorá-la se decidir levar adiante a operação. A oferta ajudaria a companhia a levantar recursos para fazer frente aos compromissos de investimento que assumirá se confirmar a aquisição do grupo Rede em parceria com a Equatorial Energia (EQTL3).
Eletrobras define modelo de Plano de Demissão Voluntária
Um primeiro modelo do que será o PDV (Plano de Demissão Voluntária) da Eletrobras (ELET3; ELET6) foi definido pelo Chesf, subsidiária do grupo, informou matéria publicada no Estado de S. Paulo.
A diretoria da empresa decidiu por uma remuneração básica de R$ 45 mil, mais o salário mensal – incluindo os adicionais -, multiplicado pelos anos trabalhados, com o limite de 35 anos. Além disso, deverá ser concedida a extensão do plano de saúde por cinco anos após o desligamento da estatal.
Safra reduz preço-alvo para ação da Eletropaulo em 72%
Atualizando os números referentes às projeções macroeconômicas e a dívida não contabilizada de R$ 1,47 bilhão referente ao fundo de pensão, entre outros, o Safra reduziu em 72% o preço-alvo para as ações da Eletropaulo (ELPL4), que passou de R$ 18,00 para apenas R$ 5,00. Desta forma, os analistas Sérgio Tamashiro e Thiago Auzier projetam uma queda de 62,83% para os ativos da companhia até o final de 2013, de acordo com a cotação de fechamento desta segunda-feira (18).
O reembolso da chamada “bolha tarifária” de R$ 930 milhões, as novas premissas dos analistas para capex (custos de capital) e taxa de desconto também levaram à reavaliação para os ativos. A recomendação para as ações segue underperform (desempenho abaixo da média do mercado). “Tal recomendação leva em conta nossa visão de que as estimativas sobre o potencial de valorização da ELPL4 e geração de caixa não são atraentes e os investidores têm outras alternativas no setor de energia elétrica”, afirmam Tamashiro e Auzier.
Minerva inicia programa para recompra de até R$ 9,54 mi de ações
O frigorífico Minerva (BEEF3) aprovou um novo programa de recompra de ações de até 9,54 milhões de ações ordinárias, com prazo de validade de um ano, a partir de hoje. O total representa 10% das 95,42 milhões de ações em circulação da companhia.
A empresa informou também que está encerrado o programa de recompra de ações criado pelo conselho em 3 de abril, por meio do qual adquiriu 3,26 milhões de ações ordinárias. A intenção é manter os papéis em tesouraria para posterior cancelamento.